
Governador afirma que proposta está em discussão com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Ex-governador Ronaldo Caiado deve apresentar a ideia à direção nacional do PSD, enquanto lideranças avaliam os efeitos da união para as próximas disputas eleitorais.
O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), defende a criação de uma federação partidária entre o MDB e o PSD. A proposta está em discussão com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, e deve avançar nesta semana com a participação do ex-governador Ronaldo Caiado, que pretende levar o tema à direção nacional do PSD.
A articulação aproxima duas das principais lideranças políticas de Goiás e pode ampliar o peso das duas siglas nas negociações nacionais. Daniel comanda o MDB goiano, enquanto Caiado é uma das principais referências do PSD no estado. Os dois mantêm alinhamento político e apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno.
A possibilidade de federação será discutida em um almoço entre Daniel e Caiado previsto para quarta-feira (21). O encontro também deve servir para avaliar os próximos passos da articulação e a posição das lideranças goianas diante da proposta.
Federação exige compromisso por pelo menos quatro anos
Diferentemente de uma coligação eleitoral, a federação partidária obriga as legendas a atuarem conjuntamente em todo o país por, no mínimo, quatro anos. Embora mantenham seus nomes e estruturas próprias, os partidos precisam funcionar como uma unidade em decisões eleitorais e partidárias, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
Uma eventual união entre MDB e PSD teria impacto na organização das alianças nacionais, na distribuição de recursos partidários e no planejamento das candidaturas futuras. O acordo também exigiria consenso entre as direções nacionais e os diretórios estaduais das duas siglas.
Aliança pode ampliar influência política
Em Goiás, a aproximação entre Daniel Vilela e Ronaldo Caiado já se consolidou na composição política que sustenta o governo estadual. A eventual federação daria dimensão nacional a essa convergência, mas dependerá de negociações que envolvem interesses distintos em diferentes estados.
A proposta ainda não está formalizada. O encontro entre os dois líderes deve ajudar a definir como as lideranças goianas vão atuar na discussão, enquanto a decisão final dependerá das instâncias nacionais do MDB e do PSD.






