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Avante e Solidariedade avançam em negociação para fusão e manutenção de federação com PRD

Presidente eleito da Câmara de Goiânia, Thialu Guiotti confirma avanço das tratativas. Movimento busca garantir a sobrevivência das siglas que não atingiram a cláusula de barreira nas eleições de 2026.

O Avante e o Solidariedade avançaram nas negociações para uma fusão partidária, em um movimento que prevê a manutenção da federação com o Partido da Renovação Democrática (PRD). A articulação foi confirmada pelo vereador Thialu Guiotti (Avante), presidente eleito da Câmara Municipal de Goiânia e dirigente estadual da legenda.

Segundo Thialu, a união é uma alternativa para que os partidos que não atingiram a cláusula de barreira nas eleições deste ano mantenham sua estrutura e participação na política nacional. O vereador afirmou que as tratativas estão encaminhadas, embora ainda falte avançar na formalização do acordo.

“É o caminho natural. Está tudo certo e encaminhado. Agora é esperar acontecer”, afirmou o dirigente.

Thialu disse que ainda não conversou diretamente com o presidente nacional do Avante, Luís Tibé, sobre os detalhes finais da composição, mas confirmou que as movimentações estão em andamento.

Cláusula de barreira pressiona partidos

A reorganização partidária ocorre após Avante, Solidariedade e PRD não alcançarem os critérios exigidos pela cláusula de barreira nas eleições de 2026. A regra estabelece requisitos mínimos de votação nacional ou de representação na Câmara dos Deputados para que as legendas tenham acesso regular ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita.

O Avante elegeu cinco deputados federais em três estados e obteve 1,59% dos votos válidos nacionais para a Câmara. Já a Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, somou 1,86% dos votos válidos para deputado federal, abaixo do percentual exigido pela legislação.

A união das siglas é vista como uma saída para preservar recursos, ampliar a representação institucional e garantir condições de atuação política nos próximos anos.

Presidência da nova estrutura será dividida

A proposta em discussão prevê que Luís Tibé, do Avante, comande a nova estrutura partidária no primeiro biênio, período que inclui as eleições municipais seguintes. Na etapa posterior, a presidência ficaria com Paulinho da Força, dirigente nacional do Solidariedade, abrangendo o ciclo eleitoral de 2030.

A divisão da direção estadual em Goiás ainda não foi definida. A composição poderá alterar o equilíbrio interno entre as lideranças das três siglas, inclusive na Câmara Municipal de Goiânia.

Impactos em Goiânia

Caso a articulação se concretize, a federação reunirá Thialu Guiotti, do Avante, e os vereadores Ronilson Reis e Léo José, do Solidariedade, além de Markim Goyá, do PRD. A composição ampliaria o bloco partidário na Câmara da capital.

As negociações ainda dependem da conclusão dos entendimentos entre as direções nacionais e dos procedimentos formais necessários para a implementação do novo arranjo. Até lá, a configuração definitiva da união e a distribuição dos espaços de comando permanecem em discussão.

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