
Deputado estadual busca reunir apoio dentro da federação União Brasil-Progressistas e construir maioria para comandar a Assembleia Legislativa a partir de 2027. Tejota, que não conseguiu se reeleger, ficou como primeiro suplente da chapa.
O deputado estadual Virmondes Cruvinel (União Brasil) concentra suas articulações na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para a próxima legislatura. A movimentação ocorre enquanto aliados discutem alternativas para o retorno de Lincoln Tejota (União Brasil) ao Legislativo ou sua eventual participação no primeiro escalão do governo estadual.
Reeleito para o quarto mandato consecutivo, Virmondes recebeu 53.821 votos nas eleições de outubro. O parlamentar foi o mais votado da federação União Brasil-Progressistas na disputa para deputado estadual e agora busca consolidar apoio entre os integrantes da futura composição da Alego.
A federação terá uma das maiores bancadas da Casa, fator que coloca suas articulações no centro das conversas sobre a formação da próxima Mesa Diretora. Virmondes tem procurado colegas de partido e outros parlamentares para discutir a sucessão no comando do Legislativo.
Construção de maioria
Em entrevista na terça-feira (20), Virmondes afirmou que pretende priorizar o diálogo com os deputados eleitos, incluindo os novos integrantes da Assembleia. Segundo ele, o objetivo é construir uma maioria em torno de propostas para a condução da Casa.
O deputado também afirmou que está consultando os parlamentares sobre temas relacionados à próxima gestão, entre eles a possibilidade de continuidade de um modelo de comando por quatro anos ou de alternância na presidência.
A eleição da Mesa Diretora será definida pelos próprios deputados estaduais, em articulação que envolve as bancadas partidárias e os diferentes grupos políticos da Assembleia.
Futuro de Lincoln Tejota segue em discussão
Ex-vice-governador de Goiás, Lincoln Tejota disputou a reeleição, mas terminou como primeiro suplente da chapa da federação União Brasil-Progressistas. Desde o resultado eleitoral, aliados discutem alternativas para seu retorno à Alego ou para uma eventual função no Executivo estadual.
O presidente estadual do União Brasil, Bruno Peixoto, já declarou que pretende tratar do assunto no momento oportuno e sinalizou disposição para trabalhar pela permanência de Tejota na estrutura política do grupo governista.
Entre as possibilidades mencionadas nos bastidores estão uma eventual indicação para um tribunal de contas, caso haja oportunidade, ou a ocupação de um cargo no governo. Até o momento, porém, não há definição oficial sobre o destino político do ex-vice-governador.
Enquanto essas conversas continuam, Virmondes mantém o foco declarado na construção de apoio para disputar a presidência da Alego, cuja nova composição começa a atuar em fevereiro de 2027.






