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HGG recebe habilitação do Ministério da Saúde para Serviço Transexualizador

Desde 2017, unidade de saúde oferece à população trans atendimento médico e multiprofissional

O Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG) recebeu habilitação do Ministério da Saúde para o Serviço Transexualizador – Ambulatório TX, nas modalidades ambulatorial e hospitalar. A solenidade que irá celebrar este momento importante para a história da Unidade de Saúde em Goiás está marcada para esta segunda-feira (29/01), às 10 horas, no Auditório Dr. Luiz Rassi do HGG.

Desde 2017 a unidade de saúde oferece à população trans atendimento médico e multiprofissional. O serviço, voltado para homens e mulheres trans, contempla atendimento com a equipe multidisciplinar composta por três ginecologistas, um psiquiatra, três psicólogos, fonoaudiólogos e enfermeiros, além de profissionais que atuam nas áreas de cirurgia plástica, urologia, endocrinologia e dermatologia.

Desde início, o Ambulatório TX já realizou mais de 11 mil consultas ambulatoriais, cerca de 90 procedimentos de hormonização e cirurgias de modificações corporais como mastectomias, implantes de próteses mamárias e histerectomia, além de 31 cirurgias de redesignação sexual. De 2021 a 2023 Goiás, por meio do HGG, é o Estado com o maior número de cirurgias de redesignação sexual no país, à frente de Estados Como Rio Grande do Sul (26), Pernambuco (22), Rio de Janeiro (19) e São Paulo (8). Atualmente mais de 700 pacientes realizam acompanhamento no Ambulatório TX do HGG e mais de 300 aguardam pela primeira consulta. A faixa etária de atendimento dos pacientes varia entre 18 e mais de 61 anos.

Impacto social
O coordenador do Serviço Transexualizador do HGG, médico João Lino Franco Borges, comenta que o serviço desenvolvido no HGG é fundamental para a saúde da população trans, além de ocasionar um impacto social muito positivo. “Esse projeto é um movimento de luta. Nossa meta é facilitar o acesso à saúde e investir na formação médica e psicológica da equipe multidisciplinar, para ampliar a assistência. Não só eu, mas acredito que outros médicos tenham tido pouco ou nenhum contato, durante a graduação, com a população transexual. É um desafio, mas nos preparamos diariamente para executar esse serviço com excelência.”

O secretário de Estado da Saúde, Rasivel dos Reis, reforça que o objetivo da SES é ampliar cada vez mais o acesso a esse serviço. “Com a regionalização da saúde, o Governo de Goiás tem buscando ampliar o atendimento à população trans e, com isso, conta no momento com ambulatórios nas cidades de Senador Canedo e Itumbiara e vem trabalhando para a implantação em outros municípios.”

O HGG tem um compromisso e propósito no atendimento da comunidade trans. Todos os profissionais são preparados e treinados para um atendimento humanizado e com respeito às diferenças. Os pacientes são tratados pelos seus nomes sociais, sem qualquer tipo de discriminação ou indiferença. O hospital, além de ser um local de cuidados, também é um espaço de acolhimento e receptividade para a população trans. Para participar do programa basta procurar a rede básica de saúde e pedir para ser encaminhado para o projeto de transexualidade.

Mutirão de Cirurgias
Entre os dias 10 de janeiro e 1º de fevereiro o HGG está realizando um Mutirão de Cirurgias de Redesignação Sexual, com o objetivo de zerar a fila atual da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Essa ação é significativa, considerando que anteriormente era realizada apenas uma cirurgia a cada 15 dias. Agora, o HGG realizará 9 cirurgias em um período de 36 dias, proporcionando uma resposta há muito esperada pelos pacientes.

Nesta ação o HGG também recebe pacientes que passaram pelo processo transexualizador no Hospital das Clínicas (HC), que ficaram sem uma resposta há anos, devido à desabilitação do serviço.

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde apresentou a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), instituída pela Portaria nº 2.836, de 1° de dezembro de 2011, e pactuada pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), conforme Resolução n° 2, do dia 6 de dezembro de 2011, que orienta o Plano Operativo de Saúde Integral LGBT. O documento visa promover saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo.

Exposição fotográfica “TRANScedendo Barreiras, Ressignificando Trajetórias”
Autenticidade e plenitude! A exposição “TRANScedendo Barreiras, Ressignificando Trajetórias” celebra os processos de transição, destacando a importância da compreensão e apoio de uma jornada de transformação e autodescoberta, vivenciadas por pessoas trans. Esta exposição é um testemunho da resiliência e uma celebração da beleza única.

Por meio das lentes do fotógrafo Claudinei Britto, são retratadas a transformação de 12 mulheres e homens trans. Os trabalhos foram realizados de forma voluntária pelo renomado fotógrafo em comemoração ao Dia da Visibilidade Trans, e a exposição será oficialmente durante a solenidade.

Foto: HGG
Legenda: Goiás, por meio do HGG, é o Estado com maior número de cirurgias de redesignação sexual no país

Secretaria de Estado da Saúde | HGG/Idetch – Governo de Goiás

Atenciosamente,

Isabela Melo – Jornalista

Coordenadora do Site Institucional e Transparência

Comunicação Setorial da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO)

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