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Em 24 horas, nada de Magda Mofatto prender o Lázaro

Deputada desrespeita forças policiais e leva segurança pública na brincadeira

O homem público exerce algumas obrigações, dentre delas, a seriedade com o interesse coletivo. Não é o que se tem visto na vida política de Magda Moffato (PR).

Vestida de Justiceira ( com uniforme semelhante ao militar), a deputada apoderou-se de uma arma de forte calibre e seu helicóptero civil para desafiar o governador Ronaldo Caiado (DEM), ao tempo em que zombou das forças de segurança do Estado. “Te cuida Lázaro, se o Caiado não deu conta de te pegar, eu vou te pegar”, disse a deputada federal. Após, ordena “Comandante, rumo a Cocalzinho”.

As críticas soaram mal, sem qualquer pedido de remição ou desculpas. Ao contrário. Magda Moffato se justifica nas redes falando que a sua “crítica é quanto a falta de estrutura da polícia que falta até comida”. Especialistas apontam crime contra a ordem pública e a segurança, por parte da deputada.

Ora: se ao homem público cabe o critério da seriedade e da responsabilidade, Magda Mofatto exteriorizou a sua pior face. A de uma política arrogante, que zomba da classe trabalhadora, prepotente e sem qualquer critério técnico a ser aplicado em sua vida pública. Se a máxima de que o dinheiro cega as pessoas não fosse apenas uma retórica, o campo de visão da deputada, certamente, está cada vez mais vivendo um cataclisma social. Ela passou dos limites.

Não só por desafiar o chefe do Estado – o governador que nem se ocupou em responder as mal traçadas linhas ditas pela Mofatto – mas por zombar de 270 policiais que não conseguiram, em doze dias, cumprir uma missão anômala ao cotidiano da atividade policial: cassar bicho no mato, enquanto os bichos aqui de fora, pela falta de qualquer senso crítico – ou uso do raciocínio – passam a se fantasiar de justiceiros sociais do cerrado e fazer piada e se divertir com a história que traz sofrimento e dor.

Falta de alimento? Porque a deputada não levou água e comida aos policiais? Não: armada e fantasiada, apoderou-se de divertir com a desgraça humana – a pior vestida nesse país – além desigual justiça social, é a falta de segurança da classe trabalhadora.

Em 24 horas, nada de Magda Mofatto pegar o Lázaro, entramos no 12º dia, as forças policiais continuam lutando contra o tempo e a realidade, enquanto, a deputada permanece encasteladas em seus delírios sociais.

 

HISTÓRICO DE CORRUPÇÃO

O google apresenta 10200 notícias de corrupção de Magda Mofatto. Entre os crimes apresenta fraude em licitação, corrupção e fraude eleitoral.

A Ex-prefeita de Caldas Novas e atual deputada é condenada pelo envolvimento em fraude em licitação por fraude na confecção do cartão SUS. Seu marido teve pedido de bens bloqueados em R$ 1 milhão por desvio na companhia municipal de água de Caldas Novas. Seu nome é lembrado por ser armamentista, bolsonarista e protagonizadora de atos violentos.

Mesmo fora da prefeitura, Magda Mofatto é poderosa no município, onde tem um verdadeiro império. A deputada federal mais rica do Brasil, com R$ 28.192.320,76 declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, ela tem onze condomínios, participações em parques temáticos, dois hotéis, uma construtora, uma empresa que explora água mineral e duas aeronaves.

Flávio é mais modesto: R$ 6.859.267,28 de patrimônio, em 2020, incluindo uma fazenda que já pertenceu à deputada. O candidato é o vigésimo pecuarista mais rico a disputar o cargo de prefeito em 2020. Ele tem 1.571 cabeças de gado, que somam R$ 4.713.000. A diferença de patrimônio entre Magda e Flávio vem da fortuna que a deputada recebeu de antigo “namorido”, Rodolfo Rohr, pioneiro no turismo em Caldas Novas. Rodolfo ergueu um complexo hoteleiro na cidade.

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