
Vítima de 43 anos aproveitou atendimento médico para denunciar o ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. Homem já tinha medida protetiva contra ele e foi preso em flagrante.
Uma mulher de 43 anos conseguiu escapar de um cárcere privado de aproximadamente duas semanas após aproveitar uma consulta médica para pedir socorro, em Anápolis, na região central de Goiás. O caso aconteceu no domingo (1º), quando ela convenceu o ex-companheiro, de 36 anos, a levá-la a uma unidade de saúde por causa de uma forte dor no ombro.
Durante o atendimento no Centro Médico da Vila Jaiara, a mulher contou à equipe médica que estava sendo mantida contra a própria vontade dentro da residência do ex-marido e que precisava de ajuda. As informações foram relatadas pelo delegado Rafhael Barboza ao g1.
Segundo a investigação, a vítima havia ido à casa do ex-companheiro para buscar pertences pessoais após o término do relacionamento, mas foi impedida de sair. Durante 14 dias, ela teria sido proibida de deixar o imóvel e utilizar o celular para conversar com familiares.
A mulher também relatou que sofria ameaças constantes. O suspeito dizia que iria encontrá-la caso conseguisse fugir. Uma filha da vítima, de 18 anos, teria presenciado a situação. Ainda segundo o delegado, já havia uma medida protetiva de urgência em vigor contra o homem.
Suspeito foi localizado seguindo viatura
Depois que a mulher pediu ajuda, a equipe de segurança da unidade de saúde acionou a Polícia Militar. O suspeito, que aguardava do lado de fora para levá-la de volta, deixou o local antes da chegada dos policiais.
Enquanto prestavam assistência à vítima, os militares perceberam uma motocicleta acompanhando a viatura. A mulher reconheceu o passageiro como sendo seu ex-companheiro.
Os policiais fizeram a abordagem e prenderam o homem em flagrante. Ele negou manter a ex-companheira em cárcere privado e alegou que ela tinha uma chave reserva da residência, podendo sair quando quisesse.
Homem foi autuado por cárcere privado
O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes de Anápolis e autuado por cárcere privado e descumprimento de medida protetiva de urgência, no contexto da Lei Maria da Penha.
O caso será investigado pela Polícia Civil. O delegado destacou a importância de que mulheres em situação de violência procurem ajuda em serviços públicos, incluindo unidades de saúde, que podem funcionar como pontos seguros para denunciar agressões e pedir proteção.







