
Pesquisa Quaest mostra Gracinha Caiado com 21%, enquanto Gayer, Vanderlan e Zacharias aparecem tecnicamente empatados, com 12%, 9% e 9%, respectivamente.
A nova pesquisa Quaest para o Senado confirma Gracinha Caiado na liderança da corrida eleitoral em Goiás. A candidata do União Brasil aparece com 21% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre os demais concorrentes e consolidando uma posição que já vinha sendo apresentada em levantamentos anteriores.
A disputa pela segunda vaga, entretanto, está completamente aberta. Gustavo Gayer aparece com 12%, enquanto Vanderlan Cardoso e Zacharias Calil têm 9% cada. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.
O cenário é particularmente importante porque Goiás elegerá dois senadores em 2026. Na prática, a pesquisa mostra uma candidata hoje mais confortável na primeira posição e uma segunda vaga que poderá ser definida por uma disputa bastante acirrada entre nomes de perfis políticos distintos.
Gracinha aparece ainda mais forte quando analisada apenas a primeira opção de voto. Nesse cenário, registra 22%, seguida por Gayer, com 17%, Zacharias, com 11%, e Vanderlan, com 10%. Os números indicam que a candidata do União Brasil possui uma vantagem consistente na preferência inicial do eleitor.
Na segunda opção, porém, o quadro muda. Gracinha permanece na frente, com 20%, mas Vanderlan chega a 9%, enquanto Gayer e Zacharias aparecem com 7% cada. O resultado mostra que a eleição para o Senado terá forte componente de combinação de votos.
Outro dado relevante é o número de eleitores que ainda podem mudar de posição. 25% estão indecisos, enquanto 9% afirmam que pretendem votar em branco ou anular. Ao mesmo tempo, 44% dos entrevistados dizem que ainda podem alterar sua escolha até o dia da eleição.
Esse nível de indecisão transforma a disputa pela segunda vaga em uma corrida de resistência. Gayer, Vanderlan e Zacharias estão próximos o suficiente para que pequenas movimentações de campanha possam alterar completamente o desenho da eleição.
O levantamento também mostra diferenças importantes na rejeição. Vanderlan lidera esse indicador, com 32%, seguido por Gracinha, com 25%. Zacharias aparece com 21%, enquanto Gayer tem 15%.
Para Gracinha, a pesquisa representa mais um sinal de força. Sua liderança aparece em diferentes levantamentos e demonstra que sua candidatura conseguiu ocupar rapidamente uma posição competitiva na disputa pelo Senado.
A vantagem também tem peso político porque Gracinha carrega a força do grupo liderado por Ronaldo Caiado, que disputa a Presidência da República. A campanha para o Senado tende a se beneficiar da presença do ex-governador no palanque e da estrutura política construída pelo grupo ao longo dos últimos anos.
Já a briga pelo segundo posto reúne três candidaturas com características bastante diferentes. Gayer representa o eleitorado mais identificado com o bolsonarismo; Vanderlan possui uma trajetória consolidada no Senado e forte experiência política; Zacharias aposta no capital construído como médico e deputado federal.
É justamente essa diversidade que torna a disputa imprevisível.
Com mais de um mês de campanha pela frente, os candidatos terão de buscar principalmente os eleitores indecisos e aqueles que admitem mudar de voto. Nesse universo está a maior oportunidade de crescimento para quem hoje aparece atrás.
A pesquisa também deixa uma mensagem clara para os candidatos: liderar a primeira vaga não significa necessariamente garantir a segunda, e a eleição para o Senado poderá ser decidida nos detalhes.
No momento, Gracinha parte na frente. Mas, atrás dela, Gayer, Vanderlan e Zacharias travam uma disputa praticamente em aberto por uma única cadeira. E com 44% dos eleitores admitindo que ainda podem mudar de voto, muita coisa ainda pode acontecer até 4 de outubro.







