
Aproximação de parlamentares eleitos por partidos de oposição pode ampliar o grupo de apoio ao governador na Assembleia Legislativa. Movimento envolve deputados do PL, Novo e Cidadania e redesenha a composição política para 2027
O governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), poderá iniciar a próxima legislatura com até 34 dos 41 deputados estaduais na base de apoio na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A ampliação é resultado de articulações com parlamentares eleitos por partidos que estiveram em campos opostos durante a disputa pelo governo estadual em 2026.
A base governista começou a ser contabilizada com 27 deputados, considerando os partidos aliados e parlamentares que já manifestaram apoio a Daniel. Desde então, conversas com representantes de outras legendas abriram a possibilidade de ampliar esse grupo.
Um dos movimentos mais significativos foi a aproximação de Romário Policarpo (Cidadania), presidente da Câmara Municipal de Goiânia e deputado estadual eleito. Ele se reuniu com Daniel no Palácio das Esmeraldas e confirmou que integrará a base governista na Assembleia a partir de 2027.
PL também entra no radar das articulações
Outro foco das conversas é o PL, que elegeu cinco deputados estaduais. O senador eleito Gustavo Gayer tem atuado na aproximação da bancada com o Palácio das Esmeraldas. Amauri Ribeiro já integra a base, enquanto Coronel Urzeda e Marquinho demonstraram abertura ao diálogo. Lissauer Vieira e Eduardo Prado aparecem entre os parlamentares mais resistentes à aproximação.
O movimento ocorre após Daniel Vilela declarar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, gesto que foi recebido positivamente por lideranças do PL em Goiás. Ainda assim, há divergências internas sobre a posição que o partido deverá adotar na Assembleia.
Os dois deputados eleitos pelo Novo também são citados nas articulações. A legenda apoiou Wilder Morais na disputa pelo governo, mas dirigentes partidários já sinalizaram disposição para conversar com a futura gestão estadual.
Oposição pode ficar menor
A composição inicial da Alego indicava 27 deputados na base governista e 14 na oposição. Com as possíveis adesões, o grupo oposicionista poderá ser reduzido a uma bancada menor, concentrada principalmente nos quatro parlamentares do PT e nos dois do PSDB.
A movimentação, porém, não significa que todos os deputados que se aproximam do governo tenham compromisso de votar juntos em todas as matérias. As negociações envolvem também a eleição da Mesa Diretora, prevista para 1º de fevereiro de 2027, e a definição dos espaços de representação na Assembleia.
A formação definitiva dos blocos deverá ficar mais clara até a posse da nova legislatura. Até lá, as conversas entre o Palácio das Esmeraldas e os parlamentares devem continuar.






