
Evento deve reunir milhares de lideranças e oficializar a candidatura do governador à reeleição, consolidando a ampla frente partidária construída pela base governista
A convenção que oficializará a candidatura do governador Daniel Vilela (MDB) à reeleição, marcada para o próximo 5 de agosto, deve demonstrar a capacidade de grande mobilização da base governista e deverá reunir a maior força política da disputa eleitoral em Goiás.
Organizado pelo MDB em conjunto com os partidos aliados, o evento é tratado como um marco da campanha de 2026. A expectativa é de uma grande participação de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, presidentes de partidos e lideranças de todas as regiões do Estado, em uma demonstração de unidade do grupo que governa Goiás.
Nos bastidores, a avaliação é de que a convenção consolidará o projeto político construído pelo ex-governador Ronaldo Caiado e conduzido agora por Daniel Vilela. O governador chega ao início oficial da campanha amparado pela maior aliança partidária entre todos os concorrentes ao Palácio das Esmeraldas.
Depois de meses de negociações, a base conseguiu reunir dez partidos e duas federações, formando uma estrutura considerada estratégica tanto para a campanha majoritária quanto para as eleições proporcionais.
Devem integrar a coligação o MDB, PSD, Republicanos, Podemos, Avante, Mobiliza, Agir e Democracia Cristã (DC), além da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, e da Federação PRD-Solidariedade.
Além do peso político, a composição garante maior presença nos municípios, amplia o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e fortalece a montagem das chapas de candidatos a deputado estadual e federal.
Enquanto Daniel Vilela chega às convenções respaldado pela maior coalizão do Estado, os adversários entram na disputa com estruturas mais reduzidas.
O PT deverá homologar a candidatura do ex-deputado federal Luis Cesar Bueno, apoiado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PSB e Federação PSOL-Rede.
O senador Wilder Morais (PL) deverá disputar o governo ao lado do Novo, enquanto o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) contará com o apoio da Federação PSDB-Cidadania.
A Unidade Popular (UP), por sua vez, deve manter a tradição de candidatura própria, com a professora Luciana Amorim representando a legenda.






