
A política tem uma lição que muitos insistem em ignorar: eleição só termina quando as urnas anunciam o resultado. Flávio Bolsonaro e parte de seus apoiadores aprenderam isso da maneira mais dura, ao transformar uma vantagem inicial na apuração em motivo para comemorar antes da hora.
Há uma diferença fundamental entre acreditar na vitória e tratá-la como garantida. Na democracia, o eleitor tem a palavra final, e a contagem parcial não é salvo-conduto para o triunfalismo.
O episódio deixa um recado para candidatos e militantes: comemorar antes do apito final pode ser mais do que constrangedor; pode revelar o distanciamento da realidade. Na política, a soberba precede a queda — e a urna não perdoa quem confunde expectativa com destino.







