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Café e geopolítica

O ministro André de Paula abriu uma nova frente de articulação internacional ao receber representantes da Itália para discutir o futuro da cadeia cafeeira. O encontro com o presidente da Illycaffè, Andrea Illy, e o embaixador italiano Alessandro Cortese reforçou o peso político do café brasileiro nas relações comerciais com a Europa. Nos bastidores do Ministério da Agricultura, a avaliação é de que o governo tenta transformar o agro em peça central da diplomacia econômica brasileira.

A conversa ocorreu em meio ao entusiasmo europeu com a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia. O governo italiano vê no Brasil um parceiro estratégico, especialmente no setor cafeeiro, enquanto o Planalto tenta aproveitar a janela para ampliar exportações e atrair investimentos. A fala do embaixador Alessandro Cortese sobre uma “fase muito produtiva” foi interpretada por auxiliares do governo como sinal de alinhamento político e comercial entre os dois países.

Outro ponto que chamou atenção foi o interesse italiano em levar a sede da Organização Internacional do Café para Roma. A movimentação é vista como tentativa de aproximar o debate global do café de organismos ligados à sustentabilidade e segurança alimentar. Já o governo brasileiro aproveitou a reunião para vender programas como o Plano ABC+ e o Caminho Verde Brasil, tentando consolidar a imagem de um agro moderno e ambientalmente sustentável perante o mercado europeu.

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