Saúde de Goiânia: entre greve e discursos

A saúde pública de Goiânia vive um de seus momentos mais delicados, com paralisações frequentes, ameaça de greves e unidades operando no limite. O problema é grave demais para ser tratado no grito ou no embate público. A gestão do prefeito Sandro Mabel precisa entender que crise de saúde não se resolve com bate-boca na mídia, mas com gestão, decisão e agilidade.
As Organizações Sociais não são o vilão do sistema. Pelo contrário: quando bem contratadas, com processos lícitos, transparentes e rápidos, funcionam e ajudam a dar resposta à população. O que não dá é deixar o cidadão esperando meses por consultas, exames e cirurgias enquanto a Prefeitura discute modelos e protagonismo político. Outro ponto sensível é a valorização dos servidores e dos médicos. Profissionais sobrecarregados, mal pagos e inseguros não sustentam nenhum sistema. Falta diálogo, sobra ruído.
Um ano depois e Goiânia ainda aguarda
Passado um ano de gestão, o balanço nas ruas de Goiânia é duro e direto: fez-se muito pouco. A administração do prefeito Sandro Mabel conseguiu algo raro — cansar a população sem entregar resultado. Bares continuam tomando calçadas e até ruas, desafiando a fiscalização e o direito de ir e vir. Nas periferias, lixo e mato avançam, sinal claro de abandono e falta de rotina básica de serviços.
Na saúde, o cenário é de escassez: faltam insumos nas UPAs, profissionais trabalham no limite e o cidadão peregrina atrás de atendimento. Na educação, CMEIs apresentam problemas estruturais, prédios caindo aos pedaços e respostas lentas. A sensação é de uma cidade sem comando, onde cada problema vira nota, mas não solução.




