
Momento define oficialmente quem serão os candidatos, aprovam coligações e definem diretrizes de campanha
As convenções são reuniões internacionais das siglas, nas quais delegados e dirigentes decidem quem serão os candidatos oficiais, aprovam coligações e definem diretrizes de campanha.
Apesar de muitos nomes já estarem na pré-campanha, é apenas após esse processo que as candidaturas passam a ter validade legal. Além da escolha dos candidatos, também são definidos os nomes dos vice-presidentes, as alianças entre partidos e as estratégias políticas para a disputa.
No caso da eleição presidencial, os principais pré-candidatos já têm suas convenções homologadas dentro do período oficial. Também é comum que os envolvidos na disputa pelo Planalto participem de eventos promovidos por diretórios regionais para demonstrar apoio.
Após a realização das convenções, os partidos terão até 15 de agosto para registrar oficialmente seus candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A partir daí, a campanha entra numa nova fase, com o início da propaganda eleitoral.
Mais do que um rito formal, as convenções funcionam como uma tabela política. É nesse momento que as alianças são fechadas, as disputas internas surgem à tona e o desenho final da eleição começa a se consolidar diante do eleitorado.
Dados marcados
Em 25 de julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre o calendário entre os presidenciáveis. O evento está marcado para o Complexo Arena Pacaembu, em São Paulo, e deve reunir lideranças do partido e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O nome do vice que formará chapa com Flávio permanecerá em aberto,
No dia seguinte, será uma vez o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que realizará sua convenção na sede da legenda, no bairro Bela Vista, também em São Paulo. A agenda segue no dia 27 de julho, com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que promove sua convenção em Brasília.
Já no dia 1º de agosto, o empresário e influenciador Renan Santos (Missão) realizou sua convenção no Komplexo Tempo, em São Paulo, consolidando sua candidatura.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerra a sequência dos principais eventos com sua convenção marcada para o dia 2 de agosto, no Center Norte, em São Paulo. A expectativa é de um grande ato político com presença de partidos aliados e lideranças de base governamental.
O ciclo se encerra oficialmente no dia 5 de agosto, data limite para que todos os partidos realizem suas convenções. Apesar do fim do período de eventos, as siglas têm até dia 15 para registrar formalmente as suas candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

Congresso
A regra não se aplica apenas aos pré-candidatos à Presidência: deputados e senadores também participam do período de convenções. Até dia 5 de agosto, prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral, os partidos realizam reuniões em todo o país para oficializar seus candidatos ao Legislativo.
As chapas proporcionam, no caso da Câmara, a exclusão de articulações internas, negociações regionais e equilíbrio entre diferentes grupos políticos. O prazo marca o fim de um processo que envolve a formação de listas competitivas dentro de cada estado, conforme regras como a cota de gênero e os limites de candidaturas.
Também é um momento que pode encerrar as especulações sobre os apoios dentro das siglas. No caso do PL, por exemplo, uma indefinição sobre o apoio entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro pode ficar mais clara. Além disso, as dúvidas sobre a disputa da ex-primeira-dama ao Senado podem ser sanadas.
Nos outros partidos, o cenário se repete. Para candidatos ao Legislativo, o apoio de um presidente pode ser decisivo para a eleição. É nas convenções e nos quadrinhos que esse suporte costuma ser demonstrado.






