
Pré-candidato à Presidência afirma que governo federal falhou nas negociações comerciais e acusa adversário de priorizar a disputa eleitoral em vez da defesa do agronegócio.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), elevou o tom das críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL) após os Estados Unidos confirmarem a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
A medida foi oficializada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e passa a valer no próximo dia 22 de julho. Segundo o órgão norte-americano, a decisão é resultado de uma investigação comercial conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Nas redes sociais, Caiado afirmou que o novo tarifaço pode comprometer a competitividade da indústria, do agronegócio e de outros setores da economia brasileira.
“Setores inteiros podem quebrar. Fábrica fechada é gente na rua. Produtor endividado é cidade inteira sufocada”, escreveu.
O pré-candidato responsabilizou o presidente Lula pela condução das negociações internacionais e afirmou que o governo não conseguiu evitar sucessivas barreiras impostas a produtos brasileiros.
Além das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, Caiado lembrou as restrições adotadas pela China sobre a carne brasileira e o veto imposto pela União Europeia a determinados produtos de origem animal.
Na avaliação do ex-governador, o governo respondeu às medidas apenas com “cuidados paliativos”, sem apresentar soluções efetivas para proteger o setor produtivo.
As críticas também atingiram o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência. Caiado questionou a atuação do parlamentar durante agenda nos Estados Unidos, afirmando que ele defendeu apenas o adiamento da entrada em vigor das tarifas.
“Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar. Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto”, afirmou.
Como alternativa, Caiado voltou a defender a adoção da Lei da Reciprocidade Econômica e afirmou que o Brasil deve negociar em condições de igualdade com seus parceiros comerciais.
O governo brasileiro sustenta que a decisão norte-americana possui motivação política. Já representantes do USTR afirmaram que a sobretaxa decorre exclusivamente da investigação comercial conduzida pelo órgão, rejeitando a tese de motivação política.






