
Número supera as marcas de 2010 e 2006; seis estados e o Distrito Federal terão segundo turno para definir os governadores
As eleições de 2026 terminaram o primeiro turno com 20 governadores eleitos, o maior número de disputas estaduais definidas já na primeira votação neste século. O resultado supera as marcas registradas em 2010, quando 18 governos foram definidos no primeiro turno, e em 2006, com 17.
Com isso, apenas seis estados e o Distrito Federal terão segundo turno para governador, marcado para 25 de outubro. As disputas restantes estão no Amazonas, Acre, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.
Entre os 20 eleitos no primeiro turno está Daniel Vilela (MDB), em Goiás. Com 100% das urnas apuradas, o candidato recebeu 2.148.218 votos, equivalentes a 59,17% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
A eleição goiana foi encerrada sem necessidade de uma segunda votação. Daniel Vilela disputou o cargo pela coligação Pra Goiás Seguir em Frente e terá Luiz do Carmo (PSD) como vice no mandato que começa em 2027.
Oito eleitos são do Nordeste
O Nordeste concentrou o maior número de governos definidos no primeiro turno, com oito eleitos. Outros quatro governadores foram escolhidos no Norte, três no Sul, três no Centro-Oeste e dois no Sudeste.
Entre os maiores colégios eleitorais do país, foram eleitos no primeiro turno Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo; Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais; Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia; Elmano de Freitas (PT), no Ceará; Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco; Luciano Zucco (PL), no Rio Grande do Sul; e Sergio Moro (PL), no Paraná.
O grupo dos 20 eleitos reúne diferentes perfis políticos. Entre eles estão governadores que conquistaram a reeleição, ex-prefeitos, senadores e parlamentares que assumirão pela primeira vez o comando de um Executivo estadual.
Dez governadores conseguem a reeleição
Dos 20 governadores eleitos no primeiro turno, dez já ocupavam o cargo e foram reconduzidos. Entre eles estão Tarcísio de Freitas, em São Paulo; Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Jorginho Mello, em Santa Catarina; Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul; Elmano de Freitas, no Ceará; Fábio Mitidieri, em Sergipe; e Rafael Fonteles, no Piauí.
Fonteles registrou a maior proporção de votos válidos entre os governadores eleitos no primeiro turno, com 70,9%. Jorginho Mello, em Santa Catarina, ficou na sequência, com 69,98%.
Por outro lado, alguns governadores que buscavam a permanência no cargo não conseguiram avançar. Entre os derrotados no primeiro turno estão Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais, e Clécio Luís (União Brasil), no Amapá.
Seis estados e o DF voltam às urnas
No Amazonas, a disputa será entre Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL). No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) enfrenta Allysson Bezerra (União Brasil).
No Tocantins, o segundo turno será disputado por Dorinha Seabra (União Brasil) e Vicentinho (PSDB). No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) enfrenta Ricardo Ferraço (MDB).
No Acre, a disputa será entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos). Já no Distrito Federal, Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT) disputam o comando do Executivo.
O número final de governadores definidos no primeiro turno ainda pode sofrer alteração no Rio de Janeiro, devido à situação jurídica da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos). Caso os votos atribuídos a ele permaneçam nulos, Douglas Ruas (PL) poderá ser considerado eleito ainda no primeiro turno.
Com 20 governos estaduais já definidos, a eleição de 2026 estabelece uma marca inédita neste século e deixa apenas sete unidades da Federação para a segunda rodada de votação.





