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Equipamento militar com aparelho de raio-x mobiliza autoridades e reacende alerta sobre material radioativo em Goiás

Estrutura encontrada em ferro-velho de Anápolis foi isolada por precaução. Comissão Nacional de Energia Nuclear não identificou radiação, mas caso despertou atenção devido ao histórico do Estado

Uma operação envolvendo diversos órgãos públicos mobilizou autoridades em Anápolis nesta quinta-feira (18) após a descoberta de equipamentos militares antigos contendo aparelhos de raio-x em um ferro-velho da cidade. A suspeita inicial de possível risco radiológico levou ao isolamento da área e à realização de uma vistoria técnica especializada.

A ação teve início após uma denúncia anônima recebida pela Prefeitura de Anápolis. Diante da possibilidade de haver material radioativo nos equipamentos, equipes da Vigilância Sanitária, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e da área ambiental foram acionadas para acompanhar a ocorrência e adotar medidas preventivas.

No local, foram encontradas quatro caixas contendo equipamentos que, segundo informações preliminares, teriam sido fabricados na década de 1960. A suspeita é que os materiais sejam de origem norte-americana e tenham sido produzidos para utilização em operações militares durante o período da Guerra do Vietnã.

A preocupação inicial levou à convocação de técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), responsável por monitorar e fiscalizar materiais radioativos em todo o país. Após a realização de medições no ferro-velho, os especialistas concluíram que não havia emissão de radiação gama nos equipamentos, descartando risco imediato à população e aos trabalhadores do local.

As investigações apontam que os aparelhos chegaram ao ferro-velho há aproximadamente dez anos. De acordo com relatos colhidos pelos fiscais, o material fazia parte de um lote adquirido em um processo de licitação realizado em Brasília e acabou sendo encaminhado para o estabelecimento em Anápolis.

Apesar da ausência de radiação detectada, as autoridades decidiram manter o acompanhamento do caso até a destinação correta dos equipamentos. A Vigilância Sanitária deverá assumir a responsabilidade pelo descarte ou encaminhamento adequado do material, seguindo os protocolos técnicos exigidos para equipamentos dessa natureza.

O episódio chamou a atenção por ocorrer justamente em Goiás, estado que carrega na memória coletiva o trauma do acidente com o Césio-137, registrado em Goiânia em 1987. Embora as situações sejam completamente distintas, a simples possibilidade de presença de material radioativo levou os órgãos de controle a agir com máxima cautela.

A Prefeitura de Anápolis informou que continuará monitorando o caso até a conclusão de todos os procedimentos necessários e reforçou que não há risco à população, conforme os laudos preliminares emitidos pelos técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear.

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