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Quando a gente acha que já viu de tudo na política, aparece Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados com uma notícia que foi assunto entre os parlamentares na tarde de ontem(15) aqui no Congresso Nacional.

Arthur Lira(PP-AL), corre para tentar colocar de pé nos próximos dias uma Proposta de Emenda Parlamentar(PEC) que prevê que Ex-presidentes da República possam se tornar senadores vitalícios – com direito a imunidade, mas ficam proibidos de concorrer em eleições.

Acredite se quiser , mas a articulação de Arthur Lira começou pelo Senado com parlamentares da base do atual governo e da oposição. A ideia, por incrível que pareça, está associada a uma moeda de troca que visa garantir a aprovação de uma outra PEC – a da “Transição”, que amplia o limite de gastos do governo federal e da qual o futuro governo Lula depende para cumprir promessas de campanha.

A PEC do senador vitalício não existe até o momento. Trata-se de uma ideia do Centrão, PT e parlamentares mais próximos ao presidente Bolsonaro. Aliás, Bolsonaro ficou irritado com a possibilidade da criação dessa PEC, uma vez concretizada, votada e aprovada deixaria Bolsonaro inelegível e não poderia concorrer a nenhum cargo eletivo.

Alguns parlamentares tanto da base quanto da oposição apoiam a ideia, porém, têm alertado ao presidente da Câmara, Arthur Lira, que o tempo é curto e não poderia ficar atrelado a votação da PEC da “Transição”, uma vez que o Congresso Nacional entra em recesso parlamentar no próximo dia 20.

Vale lembrar que, seria opcional, cada ex-presidente poderia escolher se quer ocupar o cargo ou não; quem optar por ser senador vitalício vai ter direito a voz no Plenário , mas não a voto; teria, também, imunidade parlamentar(ainda não se sabe com qual alcance); e, como disse anteriormente , fica inelegível, não poderia concorrer a nenhum cargo eletivo.

Arthur Lira ao conversar com o presidente Bolsonaro sobre o assunto, ouviu do presidente que estaria preocupado com a PEC da Transição, entregar para o novo governo dois anos de Auxílio Brasil para o PT, que teoricamente iria usufruir desse dinheiro para “fazer muitas prefeituras”. E, ao invés da aprovação dessa PEC por dois anos, Bolsonaro defende que seja só por um ano. Bolsonaro ouviu, então, de Arthur Lira que ele não deveria estar preocupado com quantas prefeituras o presidente eleito possa fazer e, sim, com seu futuro jurídico – Em outras palavras, com uma eventual prisão.

O que será mesmo que passa na cabeça de Arthur Lira que a cada dia se mostra não ser confiável e ainda quer apresentar essa proposta?

Estaria, Arhur Lira, preocupado com o que possa acontecer com Bolsonaro, ou o presidente da Câmara dos Deputados está querendo afastar Bolsonaro definitivamente da política?

Não podemos esquercer que, recentemente, Lira esteve reunido com o presidente eleito Lula. O que será mesmo que foi tratado nessa reunião?

Fazer política não é para amador.

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