
Goianienses seguem pagando cobrança extra, mas reclamações sobre sujeira, mato alto e deficiência nos serviços continuam espalhadas pela capital
A Taxa de Limpeza Pública (TLP) foi criada com o argumento de garantir recursos para melhorar a limpeza urbana da cidade. No entanto, meses após o início da cobrança, a realidade encontrada pelos moradores em diversos bairros está longe de representar uma transformação significativa nos serviços.
Pelas redes sociais e em reclamações encaminhadas à Prefeitura e aos vereadores, moradores apontam problemas recorrentes como lotes públicos com mato alto, acúmulo de lixo em áreas urbanas, demora na retirada de entulhos e deficiência na manutenção de espaços públicos. A sensação de muitos contribuintes é de que a conta aumentou, mas a qualidade dos serviços continua aquém do esperado.
A situação tem aumentado a pressão sobre a gestão de Sandro Mabel e sobre a Limpa Gyn, empresa responsável por parte dos serviços de limpeza urbana da capital. Afinal, a justificativa para a cobrança da taxa sempre foi justamente a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a zeladoria da cidade.
O desgaste político cresce porque a população percebe uma contradição evidente: enquanto a Prefeitura insiste na necessidade de manter a arrecadação da Taxa do Lixo, muitos bairros continuam convivendo com problemas que deveriam ter sido minimizados ou resolvidos com os recursos arrecadados.
A insatisfação é ainda maior porque a taxa foi apresentada como uma cobrança vinculada a um serviço específico. Quando o cidadão paga mais, naturalmente espera receber mais. E é justamente essa relação entre cobrança e resultado que vem sendo questionada por moradores de diferentes regiões de Goiânia.
O vereador Lucas Vergílio (MDB), autor do projeto que revoga a taxa, criticou o novo adiamento da votação e afirmou que a Câmara precisa enfrentar o tema de forma transparente. Para ele, a população tem o direito de saber quem defende a manutenção da cobrança e quais os benefícios concretos que ela trouxe para a cidade.
Enquanto a votação é empurrada para frente, a Taxa do Lixo continua chegando às residências e estabelecimentos comerciais. E, para muitos goianienses, permanece a pergunta que a Prefeitura ainda não conseguiu responder de forma convincente: se a arrecadação aumentou, por que a limpeza urbana ainda não corresponde às expectativas da população?







