Longas horas sentado, postura inadequada e ansiedade podem provocar tensão muscular e afetar a concentração dos estudantes nos últimos meses antes do exame
Faltando cerca de dois meses para o Enem 2026, muitos estudantes intensificam a rotina de preparação para as provas, que serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro. Na corrida para revisar conteúdos, resolver exercícios e assistir a videoaulas, é comum que candidatos passem horas seguidas sentados. O hábito, no entanto, pode trazer consequências para o corpo e até comprometer a concentração.
Dores no pescoço, ombros, costas e região lombar, além de dores de cabeça e sensação de rigidez muscular, estão entre os desconfortos que podem surgir durante uma rotina intensa de estudos. A combinação entre longos períodos na mesma posição, postura inadequada e estresse também contribui para o aumento da tensão física.
Segundo Mayra Morais, CEO da Fast Massagem, cuidar do corpo também deve fazer parte da preparação para uma prova importante. “Durante os períodos de preparação para provas como o Enem, muitos estudantes permanecem sentados por várias horas consecutivas, escrevendo, digitando e utilizando o computador, muitas vezes sem fazer pausas. Esse comportamento sobrecarrega a musculatura e favorece o aparecimento de dores, principalmente no pescoço, ombros, costas, punhos e região lombar”, afirma.
Além da postura e do tempo prolongado diante dos livros, a ansiedade provocada pela proximidade das provas também pode se manifestar fisicamente.
A preocupação com o desempenho, a escolha de uma profissão e a busca por uma vaga na universidade podem aumentar os níveis de estresse. Quando essa tensão se prolonga, a musculatura pode permanecer contraída por mais tempo, provocando sensação de peso, rigidez e desconforto.
“Não é apenas a postura que provoca dor. O componente emocional também influencia diretamente a tensão muscular. Muitas vezes, o estudante percebe apenas o desconforto físico, mas ele também pode estar relacionado ao estresse acumulado durante a preparação”, explica Mayra.
Estudar sem pausas pode prejudicar o rendimento
Na reta final para o Enem, muitos candidatos acreditam que aumentar o número de horas de estudo é a melhor forma de melhorar o desempenho. No entanto, permanecer várias horas sem interrupção pode aumentar a fadiga física e mental.
Segundo a especialista, pequenos intervalos ao longo do dia podem ajudar a reduzir a sobrecarga muscular e proporcionar mais disposição para retomar os estudos.
“Estudar por muitas horas sem interrupção nem sempre significa aprender mais. O cérebro precisa de períodos de descanso para consolidar o conteúdo estudado e o corpo precisa de movimento para evitar dores e fadiga”, destaca.
Entre os recursos que podem ajudar no relaxamento está a massagem, utilizada como prática complementar para aliviar a tensão muscular acumulada.
“A massagem relaxante ajuda a reduzir a tensão muscular, melhora a circulação sanguínea e proporciona sensação de bem-estar. Ao diminuir os desconfortos físicos, o estudante tende a retornar aos estudos mais confortável, descansado e com maior disposição”, afirma.
A especialista ressalta que a prática não substitui tratamentos médicos ou psicológicos quando necessários, mas pode integrar uma rotina de autocuidado.
Como evitar dores durante a preparação para o Enem?
Para tornar a rotina de estudos mais saudável durante a reta final, Mayra Morais recomenda algumas medidas simples:
– Fazer pausas de cinco a dez minutos a cada 50 ou 60 minutos de estudo;
– Levantar da cadeira e caminhar durante os intervalos;
– Alongar pescoço, ombros, braços e coluna ao longo do dia;
– Manter uma postura adequada durante os estudos;
– Utilizar cadeira e mesa compatíveis com a altura do corpo;
– Posicionar a tela do computador na altura dos olhos;
– Praticar atividade física regularmente;
– Dormir entre sete e nove horas por noite;
– Manter boa hidratação e alimentação equilibrada;
– Reduzir o tempo de telas nos momentos de descanso;
– Incluir estratégias de relaxamento, como respiração profunda, meditação e massagem.
– Cuidar do corpo também faz parte da preparação
Com a aproximação do Enem, a pressão para revisar conteúdos pode fazer com que estudantes deixem de lado necessidades básicas, como descanso, sono e atividade física. Para a especialista, no entanto, o equilíbrio entre estudo e autocuidado pode fazer diferença no rendimento.
“Cuidar da saúde física e mental também é parte da preparação. Um corpo menos tenso e uma mente mais equilibrada favorecem a concentração, melhoram a disposição e ajudam o estudante a enfrentar esse período de forma mais saudável”, conclui Mayra Morais.
Com as provas marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, a reta final pode ser uma oportunidade não apenas para revisar conteúdos, mas também para ajustar a rotina e evitar que o excesso de estudos transforme a preparação em uma fonte de dores e desgaste físico.
Fonte: Assessoria de imprensa






