Wilde Cambão admite acordo com Issy Quinan para presidência da Alego, mas mantém disputa aberta

Deputado do União Brasil reconhece espaço para consenso entre os oito nomes da base governista que articulam a sucessão de Bruno Peixoto. “A Casa é bem madura”, afirma.
O deputado estadual Wilde Cambão (União Brasil) admitiu a possibilidade de um acordo entre o grupo de parlamentares que articula uma candidatura coletiva à presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e o deputado Issy Quinan (MDB). A eleição da nova Mesa Diretora está prevista para fevereiro de 2027.
Em entrevista à Folha Z, Cambão afirmou que Issy também integra a base do governador Daniel Vilela (MDB) e tem legitimidade para construir seu próprio projeto. Com isso, reconheceu que a articulação pela presidência não se limita aos sete integrantes do grupo que defendem uma candidatura de consenso.
“Não são só sete, são oito postulantes. O Issy também é deputado da base e constrói o seu projeto. É meu amigo”, declarou.
O parlamentar avaliou que existe espaço para entendimento entre os interessados e destacou a maturidade política dos integrantes da Assembleia. “A Casa é bem madura”, afirmou.
Grupo tenta construir candidatura única
A articulação reúne Wilde Cambão, Virmondes Cruvinel, Cairo Salim, Charles Bento, Jamil Calife, Talles Barreto e Wagner Neto. Os parlamentares defendem o diálogo para construir uma candidatura conjunta e evitar uma disputa fragmentada entre integrantes da própria base governista.
Cambão, entretanto, ressaltou que a apresentação de candidaturas faz parte do processo político e representa a disposição dos deputados de ampliar sua participação na condução do Legislativo.
“É um processo natural. Ruim é quando não há quem queira crescer no Parlamento”, acrescentou.
Issy amplia articulação
Enquanto o grupo busca uma composição, Issy Quinan vem ampliando sua rede de apoios entre deputados reeleitos e parlamentares que vão estrear na próxima legislatura. O emedebista também conta com manifestações de apoio de integrantes de diferentes partidos.
A disputa envolve ainda a expectativa sobre a posição do governador Daniel Vilela e os critérios defendidos pelo atual presidente da Alego, Bruno Peixoto, para a escolha do sucessor.
Embora as conversas sobre um possível consenso tenham avançado, não há definição sobre uma candidatura única. As articulações devem continuar até a eleição da Mesa Diretora, em fevereiro.







