
Defesa do dono do Banco Master aciona PF e PGR, enquanto ex-presidente do BRB também articula acordo em meio a investigações bilionárias
A investigação sobre supostas fraudes envolvendo o Banco de Brasília ganha um novo capítulo com a formalização da proposta de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro. A defesa do banqueiro protocolou nesta semana o pedido junto à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal, que agora analisam o conteúdo apresentado.
Preso preventivamente desde março, Vorcaro é apontado como peça central da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura a venda de carteiras de crédito supostamente fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB). Pela legislação, a eventual homologação do acordo depende da apresentação de provas robustas, como documentos, registros e gravações que sustentem as declarações.
O movimento do empresário ocorre em paralelo a uma corrida semelhante protagonizada por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que também tenta firmar acordo de colaboração. Preso desde abril, ele já manifestou ao ministro André Mendonça, do STF, interesse em delatar e pediu transferência de unidade prisional para facilitar tratativas com a defesa.
Costa é investigado sob acusação de ter recebido cerca de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses do Banco Master em operações com o banco público do Distrito Federal. A expectativa entre investigadores é que eventuais acordos de delação possam destravar novas frentes da apuração e ampliar o alcance do caso.
Nos bastidores, a avaliação é de que a atuação conjunta entre PF e PGR na análise das propostas inaugura um modelo mais integrado de colaboração premiada em investigações de grande porte, o que pode acelerar a produção de provas e dar novo ritmo ao caso.






