
Deputado estadual do União Brasil conversa com parlamentares e lideranças políticas para viabilizar candidatura ao comando da Assembleia. Lissauer Vieira, Issy Quinan, Wagner Neto e outros nomes também aparecem no radar da sucessão.
A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para o próximo biênio começou a movimentar os bastidores políticos antes mesmo da posse dos deputados eleitos em 2026. O deputado estadual Virmondes Cruvinel (União Brasil) iniciou conversas com colegas e lideranças para construir uma candidatura à sucessão de Bruno Peixoto (União Brasil), atual presidente da Casa.
Em conversa reservada realizada na terça-feira (6), em Goiânia, Virmondes sinalizou disposição para disputar o comando do Legislativo estadual. O parlamentar, que recebeu 53.821 votos na eleição de outubro, trabalha inicialmente na construção de apoios, sem anunciar formalmente a candidatura.
A estratégia inclui diálogo com deputados estaduais, lideranças partidárias e o governador reeleito Daniel Vilela (MDB), que terá influência nas articulações políticas da próxima legislatura. A formação da nova Mesa Diretora dependerá das negociações entre as bancadas e da capacidade de cada postulante de reunir votos.
Experiência no Legislativo é trunfo
Virmondes chega ao quarto mandato consecutivo como deputado estadual e já ocupou a 1ª Secretaria da Alego, função que lhe proporcionou experiência na estrutura administrativa e no funcionamento interno da Assembleia.
O parlamentar busca transformar essa trajetória em apoio para a eleição da Mesa Diretora, prevista para o início da próxima legislatura. A disputa, no entanto, ainda está em fase inicial e não há definição sobre candidaturas consolidadas.
Outros nomes entram no radar
Além de Virmondes, o ex-presidente da Alego Lissauer Vieira, que retorna ao Legislativo estadual, também aparece entre os possíveis concorrentes. Wagner Neto é outro parlamentar citado nas articulações de bastidores.
A lista de nomes mencionados inclui ainda Issy Quinan (MDB), Wilde Cambão (PSD), Lineu Olímpio (MDB), Talles Barreto (União Brasil) e Paulo do Vale (União Brasil). Outros deputados também podem entrar na disputa conforme avançarem as negociações.
A sucessão ocorre em um cenário de renovação da Assembleia, com novos parlamentares chegando à Casa e diferentes partidos buscando espaço na composição da Mesa. A escolha do presidente terá impacto na condução dos trabalhos legislativos, na organização das pautas e na relação institucional com o governo estadual.
Sucessão de Bruno Peixoto
Bruno Peixoto deixa o comando da Assembleia após exercer a presidência nos últimos biênios e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. A eleição de seu sucessor será uma das primeiras grandes articulações políticas da nova legislatura.
Por enquanto, Virmondes busca se posicionar antes que a disputa ganhe contornos definitivos. O resultado dependerá das alianças que forem construídas nas próximas semanas e da composição final dos grupos dentro do Parlamento goiano.






