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Vice na chapa de Daniel Vilela vira disputa por protagonismo político até as convenções

Aliados interessados na vaga intensificam agendas e articulações após sinalização de Caiado e do próprio pré-candidato ao governo de que será necessário demonstrar força eleitoral e capacidade de ampliar votos

A corrida pela vaga de vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato ao governo de Goiás, Daniel Vilela (MDB), entrou em uma nova fase. Após reuniões recentes com o governador Ronaldo Caiado (PSD) e lideranças da base governista, os nomes cotados para compor a majoritária passaram a ser cobrados para ampliar presença política e comprovar potencial de mobilização eleitoral nos próximos quatro meses, período que antecede as convenções partidárias.

Entre os principais interessados estão o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), ex-deputado federal José Mário Schreiner (PSD); o ex-senador Luiz Carlos do Carmo (Podemos); e o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha (PSD). Todos intensificaram agendas públicas, encontros com lideranças e ações de pré-campanha com o objetivo de demonstrar capacidade de agregar votos e fortalecer a capilaridade da futura chapa governista.

Outro nome lembrado no processo é o do secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima. Diferentemente dos demais, a eventual indicação do auxiliar depende diretamente de decisão política do governador, o que mantém suas movimentações em ritmo mais discreto. Nos bastidores, integrantes da base avaliam que a viabilidade do secretário oscilou desde o fim de 2025, especialmente após a frustrada tentativa de construção de aliança com o PL.

Com o comando estadual do PSD assumido oficialmente por Caiado, o partido passou a ser apontado como provável origem do futuro vice. Três dos quatro nomes cotados estão filiados à legenda, o que reforça a leitura de que a composição da chapa deve considerar o fortalecimento da sigla no projeto eleitoral de 2026.

A estratégia definida pelo núcleo governista é de que os pré-candidatos utilizem o período pré-convenções para “ir às ruas” e comprovar influência em segmentos específicos. A expectativa é medir, com mais objetividade, o alcance político de cada postulante e o impacto que podem ter na soma de votos ao lado de Daniel Vilela.

Além da fidelidade ao projeto político implantado nos últimos anos no Estado, o peso eleitoral passou a ser considerado fator decisivo na escolha. A avaliação interna é de que o vice precisa reunir condições de ajudar na vitória em 2026 e, ao mesmo tempo, manter alinhamento com o grupo governista em eventual sucessão futura.

Nesse contexto, a base acompanha com atenção o desempenho dos segmentos ligados a cada pretendente. A influência de Luiz Carlos do Carmo junto a lideranças evangélicas, a articulação de José Mário no agronegócio e a força política de Mendanha na região metropolitana de Goiânia serão observadas na prática.

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