Vanderlan cobra definição de Mendanha e endurece discurso sobre eleições de 2026

O senador Vanderlan Cardoso elevou o tom ao comentar o futuro político do ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, e mandou um recado direto ao aliado durante entrevista concedida nesta quinta-feira (28) ao Diário do Município de Anápolis (DM Anápolis).
Em meio às articulações para as eleições de 2026, Vanderlan afirmou que Mendanha precisa definir qual caminho pretende seguir politicamente e criticou o que classificou como movimentações baseadas em pressão nos bastidores.
“Tem que resolver o que quer da vida. Não é com ameaça de base. Não é dizer que pode ser candidato a vice, que pode caminhar com Marconi Perillo ou com Wilder Morais. Isso não funciona com o governador Ronaldo Caiado”, declarou o senador.
A fala repercutiu no meio político goiano e foi interpretada como um recado direto à postura adotada por Mendanha nas negociações envolvendo a sucessão estadual.
Espaço no PSD e disputa majoritária
Apesar do endurecimento do discurso, Vanderlan fez questão de ressaltar que Gustavo Mendanha teve espaço aberto dentro do PSD para disputar cargos de destaque na eleição do próximo ano.
Segundo o senador, o ex-prefeito poderia ter buscado desde a vaga de vice-governador até uma candidatura ao Senado Federal pela legenda.
“Ele tinha espaço para tentar a vice e até mesmo o Senado”, afirmou.
Vanderlan também disse não ver problema em dividir uma chapa ao Senado com Mendanha, caso o ex-prefeito decidisse disputar uma das duas vagas em jogo em 2026.
“O plano B é disputar o Senado? Ok, são duas vagas. O partido pode lançar e eu não teria problema em disputar a eleição com o Gustavo”, acrescentou.
Vice-governadoria perde força nos bastidores
Nos bastidores da política goiana, Gustavo Mendanha ainda é citado como possível nome para compor como vice na chapa do governador Daniel Vilela.
Entretanto, interlocutores avaliam que a força política do ex-prefeito para ocupar o posto diminuiu após sua saída do PSD e filiação ao PRD.
As declarações de Vanderlan evidenciam o desconforto dentro do grupo aliado e expõem as dificuldades de alinhamento em torno da composição majoritária para 2026.







