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Talles Barreto abre portas ao PL na base de Daniel, mas veta partido na presidência da Alego

Líder do governo na Assembleia Legislativa admite aproximação com deputados do PL e do Novo, mas afirma que não há justificativa para entregar o comando da Casa aos liberais. Disputa pela Mesa Diretora de 2027 já movimenta os bastidores políticos de Goiás.

O deputado estadual Talles Barreto (União Brasil), líder do governo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), afirmou que o PL é bem-vindo à base do governador reeleito Daniel Vilela (MDB), mas descartou a possibilidade de o partido assumir a presidência do Legislativo estadual no próximo biênio.

Talles também mencionou a possibilidade de aproximação com o Novo. Segundo ele, os parlamentares das duas legendas podem integrar a base governista individualmente ou por meio de uma articulação conjunta.

A abertura para ampliar o grupo de apoio ao Executivo, no entanto, não significa conceder ao PL o comando da Assembleia. “Não vejo justificativa [para o PL disputar a presidência], até porque o PL teve candidato a governador. Todo mundo tem experiência e uma base bem consolidada”, afirmou o deputado.

Apoio a Flávio pode aproximar PL e governo

Talles apontou o apoio de Daniel Vilela à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como um fator que pode favorecer a aproximação entre os grupos políticos.

Na avaliação do líder governista, a decisão do governador tem peso na construção de alianças e pode contribuir para atrair mais deputados para a base na próxima legislatura.

“Ele é o nosso timoneiro, é o nosso chefe e a decisão dele será muito importante para trazer mais deputados para nossa base”, declarou.

O movimento representa uma mudança no cenário de articulação política após a eleição estadual, quando o senador Wilder Morais (PL) disputou o governo contra Daniel Vilela. Com a convergência em torno da candidatura presidencial de Flávio, abre-se espaço para novas negociações entre os dois grupos, embora a aproximação não signifique acordo sobre o comando da Assembleia.

Presidência da Alego é o principal ponto de disputa

A eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028 está prevista para fevereiro do próximo ano e já mobiliza deputados de diferentes partidos. O PL elegeu cinco parlamentares estaduais e tem discutido sua participação na composição da próxima direção da Casa.

Entre as possibilidades ventiladas nos bastidores está a atuação do ex-presidente da Alego Lissauer Vieira (PL) nas articulações. A eventual participação dos liberais nas negociações, porém, não significa que exista consenso sobre uma candidatura do partido à presidência.

Talles Barreto também está entre os nomes que se movimentam para assumir o comando do Legislativo. O deputado já admitiu a possibilidade de negociar a divisão da presidência entre os dois biênios da próxima legislatura, como forma de construir um acordo entre diferentes grupos parlamentares.

Novo também pode entrar nas articulações

Além do PL, o Novo aparece nas conversas para ampliar a base governista. A possibilidade de aproximação entre as duas legendas pode fortalecer a participação dos partidos nas negociações sobre a composição da Assembleia, mas ainda depende de entendimentos políticos.

A definição da próxima Mesa Diretora exigirá a construção de maioria entre os 41 deputados estaduais. Além da presidência, estarão em jogo os demais cargos da direção da Casa e a distribuição de espaços estratégicos.

A declaração de Talles estabelece, portanto, uma distinção entre ampliar a sustentação política de Daniel Vilela e entregar o comando do Legislativo a um partido que disputou o governo estadual contra o MDB. As negociações seguem abertas, mas o líder governista já sinalizou que a adesão do PL à base não garante aos liberais a presidência da Alego.

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