
Com nomes de diferentes partidos no tabuleiro, sucessão de Bruno Peixoto exigirá capacidade de negociação, construção de consensos e equilíbrio na relação com o governo estadual
A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) já começou antes mesmo da posse dos novos deputados, marcada para fevereiro de 2027. E a sucessão de Bruno Peixoto promete ser um dos primeiros grandes testes de articulação política da próxima legislatura.
Os movimentos de bastidores apontam para uma disputa pulverizada. Lissauer Vieira (PL), que já presidiu a Casa por dois biênios, e Paulo Cezar Martins (MDB), prestes a assumir seu sétimo mandato, manifestaram interesse no cargo. Virmondes Cruvinel (União Brasil), Issy Quinan (MDB) e Cairo Salim (MDB) também aparecem no tabuleiro.
O desafio, porém, vai além da escolha de um nome. Com o MDB formando a maior bancada, com sete deputados, e o PL chegando com cinco, a eleição exigirá equilíbrio entre força partidária, experiência parlamentar e capacidade de diálogo.
Bruno Peixoto também tenta preservar influência na Casa após sua eleição para a Câmara dos Deputados. Já o governador Daniel Vilela evita antecipar uma posição, em um movimento que preserva seu espaço de negociação.
A disputa está aberta, mas o resultado não será definido apenas por quem reúne mais apoios nos bastidores. A capacidade de construir consenso será determinante. Em uma Assembleia renovada, o próximo presidente precisará demonstrar que sabe liderar diferentes correntes e manter a instituição funcionando acima dos interesses individuais.







