Síndico é indiciado por desvio de dinheiro de condomínio

Além de responder pela morte de uma corretora em Caldas Novas, Cléber Rosa é investigado por supostamente usar mais de R$ 100 mil do condomínio em benefício próprio.
O síndico Cléber Rosa de Oliveira, réu pela morte da corretora Daiane Alves de Souza, foi indiciado em um novo inquérito da Polícia Civil de Goiás por suspeita de desviar dinheiro do condomínio onde exercia a função.
Segundo a investigação, mais de R$ 100 mil teriam sido retirados dos recursos do condomínio e utilizados em benefício próprio. A apuração busca esclarecer a origem dos valores, a forma como as movimentações foram realizadas e eventual participação de outras pessoas.
O novo inquérito acrescenta uma frente financeira ao caso que já envolve a morte da corretora, ocorrida em dezembro de 2025, em Caldas Novas.
Conflitos no condomínio
Daiane mantinha uma relação marcada por conflitos com a administração do condomínio. Ela era responsável pela gestão de imóveis da família e havia entrado em disputa com Cléber por questões relacionadas à utilização das unidades e ao funcionamento dos apartamentos destinados à locação por temporada.
Segundo investigações anteriores, os desentendimentos se intensificaram ao longo de 2025. A corretora chegou a recorrer à Justiça contra medidas adotadas pela administração do condomínio.
O Ministério Público também já havia denunciado Cléber por perseguição contra Daiane, apontando que ele teria utilizado a posição de síndico para constranger e dificultar a atuação profissional da vítima.
Investigação do homicídio
Cléber responde ainda pela acusação de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A investigação policial aponta que Daiane teria sido atraída para uma área do condomínio após uma interrupção no fornecimento de energia e atacada pelo síndico.
A Polícia Civil afirma ter reunido elementos que indicam premeditação. O corpo da corretora foi localizado depois que as investigações avançaram sobre o desaparecimento.
O processo criminal tramita na Justiça e Cléber permanece preso preventivamente.
Com o novo inquérito, os investigadores passam a apurar também a movimentação financeira do condomínio e a possível utilização indevida de recursos. A suspeita de desvio ainda será submetida ao devido processo legal, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas pela Justiça.






