Rio Verde coloca oito nomes na disputa pela Alego, e Paulo do Vale larga como favorito

Disputa reúne ex-prefeitos, ex-deputados, vereadores e lideranças locais; força política e estrutura regional colocam Paulo do Vale à frente, segundo avaliações de bastidores.
Rio Verde chega às eleições de 2026 como um dos principais polos de disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Oito candidatos ligados ao município estão no páreo, em uma corrida que reúne nomes com trajetórias distintas e promete dividir o eleitorado do Sudoeste goiano.
Entre os concorrentes, o ex-prefeito Paulo do Vale aparece como o principal favorito. Médico e ex-prefeito por dois mandatos, ele entra na disputa respaldado pelo capital político acumulado à frente da Prefeitura e pela influência construída no Sudoeste. Levantamento citado pelo Jornal Opção já apontava Paulo entre os nomes mais fortes para a eleição proporcional.
Outro nome de peso é Lissauer Vieira, ex-presidente da Alego. A experiência acumulada no Legislativo estadual faz dele um candidato competitivo, embora a avaliação nos bastidores seja de que sua votação em Rio Verde poderá ficar abaixo da de Eder Magrão e Nayara Barcelos, dependendo da capacidade de cada grupo de mobilizar suas bases.
A lista de candidatos evidencia a força eleitoral de Rio Verde. Além de Paulo do Vale e Lissauer, o município terá outros nomes buscando espaço na disputa proporcional, transformando a eleição em uma espécie de “racha” pelo eleitorado local.
A pulverização dos votos, porém, não significa equilíbrio absoluto. Paulo do Vale chega à campanha com uma vantagem política importante: além da experiência administrativa, mantém influência sobre o grupo que governa Rio Verde. Análises publicadas anteriormente o apontam como um dos principais fiadores políticos da atual gestão municipal.
O cenário também ajuda a explicar por que Rio Verde é tratado como um dos principais celeiros de votos do Sudoeste. A cidade tem peso econômico e eleitoral e costuma funcionar como plataforma para candidaturas que pretendem alcançar outros municípios da região.
A disputa deste ano, portanto, não será apenas uma corrida individual por uma cadeira na Alego. Será também um teste para medir a capacidade de cada grupo político de Rio Verde de transformar influência local em votos estaduais.
Nesse cenário, Paulo do Vale parte na frente, enquanto Lissauer Vieira tenta usar sua experiência e sua rede de apoios fora do município para equilibrar o jogo. Os demais candidatos terão de disputar um eleitorado já bastante pulverizado e buscar votos além das fronteiras de Rio Verde para aumentar suas chances de eleição.







