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Racha no PL de Goiás ganha novos capítulos após queixas públicas de Magda Mofatto e Humberto Teófilo

Deputada relata que foi impedida de entrar em evento do partido, enquanto pré-candidato ao Senado questiona tratamento desigual; episódios ampliam sinais de divisão em torno da condução de Wilder Morais.

O lançamento das pré-candidaturas do PL em Goiás, realizado neste sábado (27), em Goiânia, acabou evidenciando mais do que a preparação da legenda para as eleições de 2026. Nos bastidores, o evento foi marcado por reclamações públicas de duas importantes lideranças do partido: a deputada federal Magda Mofatto e o delegado Humberto Teófilo, pré-candidato ao Senado pelo Novo e aliado do campo bolsonarista.

Magda afirmou que foi impedida de entrar no evento e atribuiu o episódio à organização ligada ao presidente estadual do PL e pré-candidato ao governo, Wilder Morais. Segundo a parlamentar, o acesso só foi liberado após a intervenção do senador Flávio Bolsonaro, que a convidou pessoalmente para integrar a programação. Irritada com a situação, Magda afirmou a apoiadores que o episódio reforça as razões pelas quais não apoia a candidatura de Wilder ao Palácio das Esmeraldas.

A insatisfação não ficou restrita à deputada. Nas redes sociais, Humberto Teófilo revelou que havia sido retirado da lista de discursos, apesar de sua pré-candidatura ao Senado já ter sido anunciada previamente. Segundo ele, apenas após Wilder Morais afirmar que “quebraria o protocolo” foi concedido um minuto para sua fala. O delegado questionou se todos os integrantes do grupo estão recebendo tratamento igual e cobrou explicações sobre os critérios adotados pela organização do evento.

Os dois episódios ampliam a percepção de que persistem divergências internas no PL goiano, mesmo em um momento em que a legenda tenta demonstrar unidade para a disputa eleitoral. As reclamações vieram justamente de duas lideranças alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e expuseram desconforto com a condução política do partido no Estado. Até o momento, Wilder Morais e a direção estadual do PL não haviam se manifestado oficialmente sobre as críticas.

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