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PT obriga PSDB a mudar nome de coligação após registro eleitoral

Tucanos precisaram alterar a denominação da chapa de Marconi Perillo depois que o PT registrou primeiro o nome “Goiás Pode Mais” na Justiça Eleitoral

A coligação do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) precisou mudar de nome após um impasse com o PT durante o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. O grupo tucano pretendia utilizar a denominação “Goiás Pode Mais”, mas descobriu que o nome já havia sido registrado dias antes pela coligação encabeçada pelo petista Luis Cesar Bueno.

Para evitar questionamentos jurídicos, o PSDB promoveu uma retificação na ata de sua convenção e passou a adotar o nome “Goiás Pode Muito Mais”, acrescentando apenas o advérbio “muito” à identificação da chapa. A alteração foi formalizada antes do encerramento do prazo para registro das candidaturas.

O conflito ocorreu porque a federação formada por PT, PCdoB e PV, juntamente com os demais partidos aliados, realizou sua convenção em 1º de agosto e registrou oficialmente a coligação “Goiás Pode Mais”. Já o grupo liderado pelo PSDB promoveu sua convenção apenas em 5 de agosto, último dia do calendário eleitoral, perdendo a prioridade sobre a utilização do nome.

Em nota, o PT afirmou que a denominação pertence legalmente à sua coligação em razão da prioridade cronológica do registro. Sem espaço para contestação, os tucanos optaram por modificar a marca da chapa, evitando a judicialização da disputa.

O episódio ocorre logo após o encerramento das convenções partidárias, que definiram as seis candidaturas ao Governo de Goiás. Além de Daniel Vilela (MDB), Luis Cesar Bueno (PT) e Marconi Perillo (PSDB), também disputarão o Palácio das Esmeraldas Wilder Morais (PL), Luciana Amorim (UP) e Danilo Pinheiro (PCO).

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