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Operação mira chefe do Comando Vermelho em Goiás homenageado em rap e suspeito de movimentar cerca de R$ 1 milhão

Um vídeo mostra um dos presos na operação escutando a música que cita o chefe do tráfico e outra liderança do Rio de Janeiro, segundo a polícia. Ao todo, 12 pessoas foram presas

Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Civil prendeu o suspeito de chefiar um braço do Comando Vermelho em Goiás. Segundo as investigações, o homem é suspeito de movimentar cerca de R$ 1 milhão e foi homenageado com um rap que faz menção a bairros de Goiânia no contexto do tráfico de drogas. A polícia divulgou um vídeo em que a música é reproduzida enquanto um suspeito ostenta uma arma

Segundo a polícia, além de citar o suspeito preso em Goiânia, a música ainda cita uma liderança nacional da facção criminosa. Bairros como o Serra Dourada II e Setor dos Funcionários são citados no rap.

“Um salve pro meu mano de Goiás”, diz a letra.

A ação que prendeu o suspeito é a 5ª fase da Operação Destroyer – Overwatch, que atua contra facções criminosas em Goiânia e na Região Metropolitana. Ao todo, foram cumpridos 46 mandados judiciais, sendo 11 de prisão temporária, e o restante, de busca e apreensão.

Além disso, uma pessoa também foi presa em flagrante, suspeita de receptar celulares furtados no show da dupla Henrique e Juliano, realizado no dia 2 de maio, em Goiânia.

Em coletiva de imprensa, o delegado Bruno Silva, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), explicou como o grupo agia. O investigador também falou sobre a atuação desse chefe no estado, que seria responsável por distribuir drogas para traficantes na região de Aparecida e outras cidades do interior.

“Esse chefe local comprovadamente tem ligação com uma liderança que está no Rio de Janeiro e ele recebia ordens, que eram repassadas para aquelas pessoas que ele comandava. […] Além de praticar tráfico de drogas, praticavam também lavagem de dinheiro para ocultar a origem ilícita desses valores e poder usufruir do proveito do crime”, explicou o delegado Bruno Silva.

De acordo com as investigações, o grupo tinha o objetivo de ampliar a atuação no estado e atuava principalmente na cidade de Aparecida de Goiânia. Segundo o delegado Bruno Silva, o chefe regional era responsável por fazer repasses de drogas e também lavava dinheiro do tráfico por meio das contas bancárias de familiares.

 

“Há indícios suficientes que ela [familiar] tinha total consciência da origem desses valores, que eram do tráfico de drogas e outros crimes, e fazia as transações a mando desse familiar que é chefe desse grupo, do braço da facção”, afirmou o delegado.

Tribunal do Crime e sequestro
Além de afirmar que o suspeito atuava operando o tráfico de drogas em Goiás como braço do Comando Vermelho, a polícia ainda investiga se o grupo foi responsável por um sequestro feito em Aparecida de Goiânia.

“Houve ordem de homicídio, a gente ainda vai aprofundar para ver se houve a execução, mas comprovadamente houve realmente o sequestro de uma pessoa”, relatou o delegado.
Segundo a polícia, quase todos os investigados têm antecedentes criminais e já foram alvo de outras operações das forças de segurança do estado de Goiás. Com a continuação das investigações, a polícia espera esclarecer mais pontos do esquema, inclusive como as drogas chegavam em Goiás.

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