
Em pronunciamento em Brasília, candidato à reeleição defendeu jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial, e afirmou que obras de infraestrutura podem estimular o crescimento econômico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou nesta quinta-feira (8) o avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1 no Senado e voltou a defender investimentos públicos em infraestrutura. Em pronunciamento à imprensa, em Brasília, o candidato à reeleição afirmou que pretende aprovar uma mudança que garanta dois dias de descanso semanal aos trabalhadores, sem redução de salário.
“Esse é o nosso compromisso, sem redução de salário”, declarou Lula ao comentar a proposta que prevê cinco dias de trabalho e dois de folga.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema passou pela terceira sessão de discussão no Senado. Ainda são necessárias mais duas sessões antes que o texto possa ser votado, conforme o calendário legislativo.
Lula critica proposta de cortes
Durante o pronunciamento, o presidente também criticou a proposta de Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno, de reduzir despesas públicas. Lula argumentou que cortes orçamentários podem afetar programas sociais e citou o Farmácia Popular e o Mais Médicos como exemplos de políticas que, segundo ele, sofreram reduções de recursos no passado.
“Eles estão dizendo que vão fazer corte”, afirmou o petista, ao questionar os efeitos de medidas de ajuste fiscal sobre a população de menor renda.
Infraestrutura como motor da economia
Lula defendeu que investimentos em ferrovias, hidrelétricas, rodovias e outras obras contribuam para ampliar o patrimônio público e impulsionar a atividade econômica. Na avaliação do candidato, a expansão dos investimentos pode estimular o crescimento e ajudar a reduzir o peso da dívida pública em relação à economia.
A manifestação ocorre durante a campanha do segundo turno presidencial, que será disputado por Lula e Flávio Bolsonaro em 25 de outubro. A jornada de trabalho e o papel do Estado na economia estão entre os temas presentes no debate eleitoral.







