Jabuti Acadêmico: Obras de autopublicação são finalistas e mostram importância do modelo para descoberta de autores

A 3º edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, ramificação do Prêmio Jabuti que prestigia especificamente as obras acadêmicas do Brasil, anunciou os finalistas de cada categoria. Dentre os destaques, dois livros são da editora Labrador, reconhecida por seu modelo de autopublicação no qual os autores contratam uma editora para lançarem seus projetos particularmente. Os vencedores serão conhecidos no dia 11 de agosto.
Os finalistas da casa são: ‘Elas nas organizações’ de Susane Petinelli-Souza, na categoria Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo e ‘A Engenharia na história’ de Sérgio Rolim Mendonça, na categoria Engenharias, ambas estão no eixo de Ciência e Cultura.
Em 2025, a editora Labrador, que pertence ao grupo da tradicional editora Contexto, já havia vencido o prêmio com a obra ‘Medicina excessiva’, do autor Guilherme Santiago. “Isso é muito importante, mostra que fazemos um trabalho correto, cuidadoso, que estamos sempre em parceria com os nossos autores. Claro que o mérito maior é deles, sem dúvida nenhuma, são os responsáveis pelo conteúdo, então a gente fica muito feliz”,comenta Daniel Pinsky, fundador da Editora Labrador.
A seleção também reforça a consagração do formato e revela a importância dele para que novos autores cheguem ao mercado, sem deixar qualidade editorial de lado.
Segundo uma pesquisa da plataforma Bowker, em 2025, dos 4 milhões de livros publicados nos Estados Unidos, o formato de autopublicação foi responsável por impulsionar o crescimento do setor em 38,7%. Para se ter uma ideia, foram 3,5 milhões de títulos em autopublicação, enquanto os livros publicados por editoras tradicionais tiveram um crescimento mais modesto de 6,6%, totalizando 642.242 exemplares. No mercado brasileiro os números também são expressivos: a editora Labrador estima um crescimento de 25% em 2026.
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