
Sem acordo sobre a composição da chapa majoritária, partido admite disputar as eleições fora da coligação liderada pelo PT, mas mantém apoio à reeleição do presidente Lula.
O impasse na formação da chapa da esquerda em Goiás abriu espaço para uma possível mudança de rumo do PSB nas eleições de 2026. Sem consenso sobre as vagas ao Senado, a legenda passou a discutir a possibilidade de disputar o pleito de forma independente, lançando candidatura própria para a Casa Alta, mas preservando o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A alternativa ganhou força após a reunião realizada na quinta-feira (23), quando os partidos que integram o campo da esquerda voltaram a encerrar as negociações sem acordo sobre a composição da chapa majoritária.
Apesar de haver entendimento em torno da pré-candidatura de Luis Cesar Bueno (PT) ao Governo de Goiás e da indicação do PDT para a vaga de vice-governador, a disputa pelas duas candidaturas ao Senado segue sem definição.
PSB não abre mão de vaga
A presidente estadual do PSB, Aava Santiago, afirmou que o partido mantém a exigência de ocupar uma das vagas ao Senado e admitiu que a legenda poderá deixar a coligação caso a reivindicação não seja atendida.
Segundo ela, a prioridade do partido é a candidatura da ex-deputada Isaura Lemos, considerada inegociável pela direção socialista.
Mesmo em um eventual projeto independente, o PSB pretende permanecer no palanque do presidente Lula durante a campanha presidencial.
Definição ficará com direção nacional
Sem consenso entre os dirigentes estaduais, o PT decidiu encaminhar a discussão para a coordenação nacional da chamada Frente Democrática, que reúne as legendas da aliança. O grupo deverá analisar os nomes apresentados para definir quem ocupará as duas vagas ao Senado.
Além de Isaura Lemos, seguem na disputa interna Cyntia Dias (PSOL), Aldo Arantes (PCdoB) e Ricardo Dias (PV).
A expectativa é que a definição ocorra antes das convenções partidárias, previstas para o início de agosto.
PT aposta em acordo
A presidente estadual do PT, deputada federal Adriana Accorsi, afirmou que há consenso em torno da candidatura de Luis Cesar Bueno ao governo e que a intenção é construir uma solução negociada para a composição da chapa.
Segundo ela, a decisão final deverá sair antes da convenção petista, marcada para 1º de agosto, encerrando a disputa interna entre os partidos da frente de esquerda.






