
Suspeito de 39 anos foi preso em Goiânia após se passar por investidor e convencer mulher a fazer sucessivas transferências; polícia encontrou conversas com outras vítimas em potencial
Um homem de 39 anos foi preso em Goiânia suspeito de aplicar um golpe de R$ 327 mil contra uma mulher que conheceu em um aplicativo de relacionamentos. Segundo a investigação, ele criou uma identidade falsa, utilizou imagens que não correspondiam à própria aparência e se apresentou como investidor financeiro.
A vítima, de 37 anos, manteve um relacionamento com o suspeito por cerca de um ano e meio. Durante o período, os dois chegaram a se encontrar pessoalmente, o que reforçou a confiança dela na história contada pelo homem.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito passou a convencer a mulher a entregar dinheiro para supostas aplicações financeiras com promessa de altos rendimentos. Ao todo, as transferências chegaram a R$ 327.161,47.
Parte dos recursos teria saído inclusive da conta da avó da vítima. O último depósito ocorreu em 9 de junho deste ano.
Depois de receber o dinheiro, o homem afirmou que seria necessário fazer um novo pagamento para quitar taxas e liberar o suposto investimento. Quando a mulher pediu a devolução dos valores, ele deixou Goiás e viajou para Foz do Iguaçu, no Paraná.
A polícia passou a monitorar os passos do investigado e conseguiu localizá-lo depois que ele retornou a Goiânia. A prisão ocorreu em um hotel da capital.
Fotos modificadas
A investigação aponta que o suspeito usava fotografias de outra pessoa ou imagens manipuladas para construir o perfil apresentado à vítima. A polícia trabalha inclusive com a possibilidade de utilização de inteligência artificial na alteração das imagens.
Durante a prisão, os investigadores apreenderam o celular do homem. No aparelho, foram encontradas conversas com outras mulheres, que agora serão analisadas para verificar se ele pode ter feito novas vítimas ou utilizado o mesmo método em outros golpes.
O suspeito também possui registros policiais anteriores relacionados a estelionato.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar a extensão do esquema. Como o nome do investigado não foi divulgado, não há manifestação pública de sua defesa até o momento.
O caso é tratado como estelionato e reforça o alerta para golpes praticados por meio de aplicativos de relacionamento, nos quais criminosos constroem vínculos afetivos antes de fazer pedidos de dinheiro ou apresentar falsas oportunidades de i





