
Unidade está fechada desde janeiro de 2020. Contrato prevê repasse mensal de R$ 2,2 milhões por 18 meses para finalizar a obra e colocar o pronto atendimento em funcionamento sob administração de uma organização social.
A Prefeitura de Goiânia prevê investir R$ 41 milhões para concluir as obras e viabilizar o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Guanabara, na região norte da capital. A proposta inclui a contratação de uma organização social (OS) para administrar a unidade por 18 meses, o que poderá tornar o pronto atendimento o primeiro da rede municipal de urgência gerido por esse modelo.
A autorização para a despesa foi formalizada pelo Comitê de Controle de Gastos do município em resolução assinada na quarta-feira (14). O planejamento prevê repasses mensais de aproximadamente R$ 2,2 milhões durante um ano e meio. O contrato poderá ser prorrogado, conforme as condições previstas no procedimento de contratação.
A contratação deverá ocorrer por meio de chamamento público, com o objetivo de selecionar uma organização responsável pela conclusão dos serviços necessários à reabertura e pela operação integral da unidade. Até a publicação das informações, a Secretaria Municipal de Saúde não havia informado uma data para lançamento do edital.
Obra está parada desde 2020
A unidade, que funcionava como Centro de Atenção Integrada à Saúde (Cais), foi fechada em janeiro de 2020 para reforma e transformação em UPA, durante a gestão do então prefeito Iris Rezende. Desde então, as intervenções avançaram em alguns períodos, mas não foram concluídas.
A demora mantém fechada uma estrutura considerada estratégica para o atendimento de urgência na região norte de Goiânia. Em maio deste ano, o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, havia afirmado que a retomada e a conclusão das obras estavam previstas para 2026.
A administração municipal busca agora associar a conclusão física da unidade à definição de um modelo de gestão que permita iniciar os atendimentos. A proposta, no entanto, ainda depende dos procedimentos necessários para a seleção da organização social e a formalização do contrato.
Gestão por organização social divide opiniões
A possibilidade de entregar a administração da UPA a uma organização social enfrenta resistência do Conselho Municipal de Saúde. A entidade questiona os custos do modelo e aponta riscos de irregularidades, além de cobrar garantias de qualidade e transparência na prestação dos serviços.
A discussão ocorre em meio às dificuldades enfrentadas pela Prefeitura na gestão das maternidades municipais, que também passaram por mudanças administrativas e problemas na oferta de atendimento nos últimos anos.
A gestão por OS já é utilizada nas maternidades da capital. A proposta de iniciar o modelo na UPA Guanabara pode abrir caminho para que a Prefeitura amplie esse formato a outras unidades de saúde.
Próximos passos
O avanço do projeto depende da publicação do chamamento público, da escolha da organização responsável e da definição das etapas para concluir a obra e iniciar os atendimentos.
Além do valor previsto, a discussão envolve a capacidade de garantir que a unidade funcione de forma contínua, com equipes, estrutura e serviços adequados à demanda da população.
A UPA Guanabara permanece como uma obra iniciada há mais de seis anos e ainda sem atendimento ao público. A conclusão e a abertura da unidade são aguardadas por moradores da região norte, que dependem da rede pública municipal para acessar serviços de urgência.






