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Gabinetes sem limites na Alego

Saiu na Folha de São Paulo:  Assembleias inflam quadro de servidores. E o destaque foi pra quem? Para a Assembleia Legislativa de Goiás, que parece viver em outro mundo, bem distante dos goianos. A revelação de que a Alego mantém o equivalente a 143 cargos comissionados por deputado escancara um modelo político que há muito perdeu o senso do razoável.

Trata-se da lógica perversa que transforma estruturas públicas em máquinas de acomodação política. Nenhum gabinete parlamentar precisa de um pequeno exército para cumprir sua função constitucional. Quando uma assembleia concentra tantos cargos de livre nomeação, a suspeita inevitável é de que o interesse político supera o interesse público.

Estados como Mato Grosso e Rio de Janeiro também aparecem entre os campeões desse inchaço administrativo, mostrando que o problema é nacional. Mas Goiás lidera proporcionalmente. E liderança assim não merece comemoração.

A defesa de que tudo está “dentro da legalidade” já não basta. Muitas distorções históricas também estiveram amparadas pela lei. O que se espera do poder público é exemplo, austeridade e compromisso com o contribuinte.

No fim, a conta dessa generosidade política sempre chega ao mesmo destinatário: o cidadão que paga impostos e recebe pouco em troca.

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