
Ao buscar nomes fora de sua base tradicional, partido liderado por Marconi Perillo sinaliza dificuldade de renovação e dependência de articulações pragmáticas para 2026.
A decisão do deputado estadual Clécio Alves de se filiar ao PSDB ocorre em um momento em que o partido tenta se reposicionar no cenário político goiano, mas ainda enfrenta questionamentos sobre sua capacidade real de protagonismo. A chegada do parlamentar, egresso do Republicanos e com histórico ligado ao MDB, é vista por analistas como mais um movimento de sobrevivência eleitoral do que como sinal de fortalecimento orgânico da sigla tucana.
Nos bastidores, a estratégia do PSDB de atrair lideranças com base eleitoral própria revela a dificuldade da legenda em formar quadros competitivos a partir de sua estrutura interna. Em vez de apresentar renovação política ou um projeto claro de futuro, o partido parece apostar na soma de mandatos e na tentativa de reconstruir musculatura eleitoral por meio de alianças pontuais. A filiação de Clécio, portanto, reforça a percepção de que o tucanato goiano ainda depende fortemente da figura do ex-governador Marconi Perillo para manter relevância.
Outro aspecto que chama atenção é a relativização de rivalidades históricas. Clécio construiu sua trajetória política sob a influência do grupo de Iris Rezende, tradicional adversário do PSDB em Goiás. A mudança de lado, justificada pelo deputado como decisão coletiva de seus apoiadores, evidencia a fluidez ideológica que marca a política estadual. Para críticos, esse tipo de movimentação contribui para o descrédito dos partidos e fortalece a ideia de que legendas funcionam mais como plataformas eleitorais do que como espaços programáticos.







