
Lideranças de sete partidos não chegaram a um acordo sobre os nomes para o Senado. Indicação do vice deve ficar com o PDT, mas definição também será feita internamente pela legenda.
A reunião entre os partidos que integram a frente de esquerda em Goiás terminou sem uma definição sobre a composição da chapa majoritária para as eleições de 2026. O encontro, realizado nesta quinta-feira (23), reuniu representantes das legendas que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tinha como objetivo fechar os nomes para vice-governador e para as duas vagas ao Senado.
Segundo o pré-candidato ao Governo de Goiás pelo PT, Luis Cesar Bueno, houve entendimento para que o PDT indique o candidato a vice-governador. A legenda, no entanto, ainda decidirá internamente quem ocupará a vaga. Os nomes colocados são o presidente estadual do partido, Kowalsky Ribeiro, e o advogado Carlos Mundim.
Já a definição dos candidatos ao Senado foi adiada. As legendas não chegaram a um consenso entre os três pré-candidatos que disputam as duas vagas na chapa: Aldo Arantes (PCdoB), Cyntia Dias (PSOL) e Isaura Lemos (PSB).
De acordo com Luis Cesar, as negociações continuarão nos próximos dias na tentativa de construir uma solução consensual entre os partidos.
“Como o consenso não foi encontrado, as conversas irão continuar. Às vezes o debate é demorado, mas é a forma mais rápida de chegar a uma decisão”, afirmou.
O petista explicou que existe a possibilidade de a definição ser levada ao Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) da direção nacional da federação e dos partidos aliados. No entanto, a preferência das lideranças estaduais é resolver a composição em Goiás, por meio do diálogo entre as siglas.
A expectativa é que a chapa seja fechada antes das convenções partidárias, quando serão homologadas oficialmente as candidaturas para a disputa eleitoral deste ano.






