CRCGO alerta para reta final do Imposto de Renda 2026; Goiás já soma mais de 600 mil declarações enviadas

Maioria dos goianos terá restituição (75,4%), enquanto o uso da declaração pré-preenchida já chega a 65,5%, evidenciando o avanço da digitalização e maior adesão a ferramentas que tornam a prestação de contas mais ágil e segura
Há pouco menos de um mês para o fim do prazo, a entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 entra em sua fase decisiva, ainda distante da meta prevista pela Receita Federal. Em Goiás, 601.799 declarações foram enviadas até às 14h08 de 27 de abril, frente a uma expectativa de 1.467.949 documentos no estado. Em todo o país, a projeção é de 44 milhões de declarações até o encerramento do prazo, em 29 de maio, o que indica que milhões de contribuintes ainda devem deixar o envio para a reta
Os números revelam que a maior parte dos contribuintes goianos tem valores a receber: 75,4% das declarações resultam em restituição, enquanto 13,3% indicam imposto a pagar e 11,3% não têm imposto devido. O uso de ferramentas digitais também segue em alta, com 65,5% das declarações sendo feitas no modelo pré-preenchido, recurso que reduz erros e agiliza o preenchimento.
Outro dado relevante é que 50,6% dos contribuintes optaram pelo modelo simplificado, enquanto 10,2% já precisaram retificar informações enviadas anteriormente, o que acende um alerta para a importância da revisão antes da transmissão. O perfil médio do declarante no estado aponta ainda idade de 44 anos, com 39,3% de participação feminina, além de 41% de contribuintes que já haviam declarado no ano anterior.
Diante da reta final, o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO) reforça o alerta para que os contribuintes não deixem a entrega para a última hora. Segundo o presidente da entidade, Marcelo Cordeiro, o momento exige atenção redobrada. “Estamos em uma fase crítica do calendário. É fundamental que o contribuinte organize seus documentos, revise todas as informações e evite erros que possam levar à malha fina ou atrasar a restituição”, afirma.
Ele destaca que o envio antecipado pode trazer vantagens financeiras. “Quem tem direito à restituição pode receber mais cedo ao enviar a declaração antes. Deixar para os últimos dias aumenta o risco de instabilidade no sistema e reduz as chances de entrar nos primeiros lotes”, explica.
A restituição é destinada a contribuintes que, ao longo de 2025, pagaram mais imposto do que o devido, situação comum em casos de retenção na fonte acima do necessário ou quando há despesas dedutíveis, como gastos com saúde, educação e dependentes.
Na reta final, o dirigente do CRC Goiás recomenda atenção especial à conferência de rendimentos, despesas dedutíveis e dados bancários. Erros ou omissões seguem como os principais motivos para retenção em malha fina. “Sempre que houver dúvidas, o contribuinte precisa procurar o apoio de um profissional da contabilidade para garantir o correto preenchimento e evitar problemas futuros com o Fisco.”, destaca.







