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Caiado divide palanque com Flávio e Zema, fala em anistia e aposta na união da direita

Governador de Goiás evita tratar da própria pré-candidatura na Paulista, elogia Bolsonaro e defende perdão “pleno, geral e irrestrito” como primeiro ato em 2027

O governador de Goiás e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), adotou um discurso de unidade ao participar, neste domingo (1º), de ato pró-anistia realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. No mesmo palanque estavam o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), dois dos principais nomes cotados pela direita para a disputa presidencial.

Sem mencionar diretamente seu projeto eleitoral, Caiado chamou Flávio de “meu amigo” e afirmou que há convergência entre os governadores presentes. “Aquele que chegar lá, o primeiro ato será a anistia plena, geral e irrestrita em 1º de janeiro de 2027”, declarou, ao defender perdão aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, destacou a presença de dois pré-candidatos no mesmo evento como demonstração de alinhamento político. “Não estamos disputando voto. Estamos pensando no que é melhor para o País”, afirmou o senador.

Segurança pública como vitrine

Ao iniciar seu discurso, Caiado disse que “muitos aqui não me conhecem” e aproveitou para apresentar resultados da segurança pública em Goiás, uma de suas principais credenciais políticas. O governador afirmou que o estado tem “a melhor polícia” do Brasil e voltou a defender um modelo de atuação mais ostensivo. “Minha polícia é feita para defender a população do estado e assim será no Brasil, se nós chegarmos lá”, disse.

A participação em agendas nacionais tem sido uma estratégia do goiano para ampliar visibilidade fora do Centro-Oeste e consolidar seu nome entre lideranças conservadoras.

Elogios a Bolsonaro e críticas ao governo Lula

Caiado também elogiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ressaltando sua capacidade de mobilização popular mesmo sem mandato. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos articuladores do ato, foi citado de forma positiva pelo governador.

Antes de subir ao trio elétrico, Caiado afirmou que a direita não pode “perder as eleições” e que o próximo presidente precisa ter “autoridade moral e coragem pessoal” para promover mudanças estruturais.

O evento, batizado de “Acorda, Brasil”, reuniu parlamentares e lideranças conservadoras, entre elas o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o pastor Silas Malafaia. Já o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) não compareceu por estar em agenda internacional.

Além da defesa de anistia, os manifestantes fizeram críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministros do Supremo Tribunal Federal. O ato em São Paulo foi o principal de uma série de mobilizações realizadas também em outras capitais, como Goiânia.

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