
Ex-governador recebeu alta após diagnóstico de pneumonia e afirmou que o Brasil precisa superar conflitos institucionais para retomar o foco nos problemas reais do país
Ronaldo Caiado recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (14) e, poucas horas depois de deixar o hospital em São Paulo, voltou ao debate político nacional com críticas à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros Poderes da República.
O ex-governador de Goiás, que está em pré-campanha à Presidência da República, havia sido internado na última quinta-feira (10), inicialmente com diagnóstico de faringite aguda. Durante a internação, exames identificaram uma pneumonia, e o tratamento foi ajustado.
Após a alta, Caiado afirmou que o atual ambiente de tensão entre instituições preocupa e defendeu uma atuação mais equilibrada dos Poderes. Para ele, o país precisa recuperar a normalidade institucional e evitar que conflitos entre autoridades dominem a agenda nacional.
A declaração ocorre às vésperas de uma sessão considerada decisiva no STF. Nesta terça-feira (15), os ministros devem analisar se será aberta uma investigação sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes, após mensagens trocadas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.
A crise se agravou nos últimos dias com a troca de acusações entre ministros da Corte e a disputa sobre o acesso aos documentos e ao conteúdo do celular de Vorcaro. O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do procedimento envolvendo Moraes e determinou a retirada de sigilo de documentos relacionados ao caso.
A sessão de terça-feira será acompanhada sob forte atenção política e institucional. O julgamento terá transmissão ao vivo e poderá representar um dos momentos mais delicados da atual composição do Supremo.
Caiado tem utilizado o episódio para reforçar um dos principais argumentos de sua pré-campanha: a necessidade de reconstruir a confiança nas instituições e estabelecer limites mais claros entre os Poderes.
A volta à agenda política ocorre justamente em um momento de forte movimentação eleitoral. A menos de um mês do primeiro turno, o candidato do PSD tenta transformar o discurso de equilíbrio institucional em uma das marcas de sua candidatura ao Palácio do Planalto.






