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Caiado critica polarização, defende industrialização das terras raras e endurecimento contra o crime

Em agenda no Rio de Janeiro, pré-candidato à Presidência afirmou que o Pix é “inegociável”, voltou a defender o combate às facções criminosas e disse que o Brasil precisa superar a disputa entre PT e bolsonarismo.

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a defender uma alternativa à polarização política nacional durante agenda realizada nesta quinta-feira (9), no Rio de Janeiro. Em discurso voltado a temas econômicos e de segurança pública, o ex-governador de Goiás afirmou que a eleição presidencial não pode se transformar em uma disputa baseada na rejeição entre os principais grupos políticos do país.

Ao comentar o cenário eleitoral, Caiado criticou o embate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato da direita. Segundo ele, a disputa não deve ser conduzida por sentimentos de rejeição, mas pela capacidade de gestão dos candidatos.

“O que estamos vendo é uma candidatura de rejeitados. Quem não gosta do Lula vota no Flávio; quem não gosta do Flávio vota no Lula. Isso é revanche ou é uma eleição para escolher o melhor para o país?”, afirmou.

Na área econômica, Caiado também voltou a defender uma política nacional voltada à agregação de valor aos minerais estratégicos produzidos pelo Brasil. Para ele, o país precisa deixar de exportar apenas matéria-prima e investir na industrialização da cadeia produtiva das terras raras e de outros minerais críticos utilizados na fabricação de baterias, semicondutores e equipamentos de alta tecnologia.

O pré-candidato ainda classificou o sistema Pix como um patrimônio tecnológico brasileiro e afirmou que o mecanismo não deve integrar qualquer negociação comercial com os Estados Unidos. “É uma tecnologia desenvolvida pelo Brasil e não há motivo para que isso entre em qualquer mesa de negociação”, declarou.

Na segurança pública, Caiado reafirmou que o enfrentamento ao crime organizado será uma das principais bandeiras de sua campanha presidencial. O ex-governador citou a experiência de Goiás no combate às facções e afirmou que pretende ampliar essa política em nível nacional caso seja eleito.

Durante a agenda, ele também fez referência ao período em que viveu no Rio de Janeiro, onde cursou Medicina e trabalhou em hospitais públicos, dizendo que pretende contribuir para recuperar a segurança do estado. Segundo Caiado, o avanço das organizações criminosas compromete o ambiente de negócios, a qualidade de vida da população e o desenvolvimento econômico.

Ao encerrar a participação, o pré-candidato voltou a defender uma estratégia nacional de desenvolvimento baseada na exploração responsável dos recursos minerais brasileiros, aliada à inovação tecnológica e ao fortalecimento da indústria nacional. Segundo ele, o país reúne condições para ocupar posição de destaque na economia global, desde que invista na transformação de seu potencial em produtos de maior valor agregado.

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