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18º Encontro Brasileiro de Museus-Casas (MuCa 2026) debate a memória das casas brasileiras e os desafios da preservação do patrimônio

A Casa Museu Ema Klabin promove o 18º Encontro Brasileiro de Museus-Casas (MuCa), nos próximos dias 22 e 23 de junho. Com o tema A memória das casas brasileiras, o evento promove discussões sobre caminhos, desafios e possibilidades desses espaços, reunindo especialistas de diferentes regiões do país. A programação desta edição será inteiramente online, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Casa Museu Ema Klabin.

Mais do que preservar edificações históricas, esses espaços desempenham um papel fundamental na conservação de memórias individuais e coletivas. São lugares onde a história se manifesta em detalhes cotidianos, revelando hábitos, valores e experiências que ajudam a construir a identidade cultural brasileira.

A proposta do encontro dialoga com a reflexão do arquiteto e teórico finlandês Juhani Pallasmaa, para quem o lar não é apenas um edifício, mas uma condição complexa que reúne memórias, desejos, rotinas e experiências acumuladas ao longo do tempo. Essa perspectiva amplia o entendimento sobre a importância das casas como patrimônios culturais vivos.

Nos dois dias serão realizadas palestras, debates e quatro mesas-redondas com profissionais do setor: Casas históricas e seus múltiplos usos; Comunicação de museus-casas; Comunidade e território e Deslocamento e acolhimento.

Três décadas de mobilização

Realizados anualmente desde 2007, os Encontros Brasileiros de Museus-Casas têm origem em um movimento internacional impulsionado pela criação, em 1997, do Comitê Internacional de Museus Casas Históricas (DEMHIST). No Brasil, entretanto, a discussão sobre o tema começou ainda antes, com os seminários promovidos pela Fundação Casa de Rui Barbosa entre 1995 e 2000, reconhecidos como iniciativas pioneiras na área.

Hoje, prestes a completar três décadas, o DEMHIST reforça o papel dos museus-casas como espaços de pesquisa, conservação e interpretação do patrimônio material e imaterial. São instituições capazes de estabelecer conexões entre passado e presente, contribuindo para reflexões sobre questões contemporâneas e sobre o futuro da sociedade.

Um patrimônio que vai além dos museus-casas.

Segundo o Guia de Museus-Casas Históricas do Brasil, publicado em 2013 e organizado por Ana Cristina Carvalho, idealizadora do evento, existiam cerca de 340 museus-casas distribuídos por todas as regiões do país. No entanto, a memória do habitar ultrapassa esse conjunto de instituições.

Ela também está presente em casas históricas com novos usos, museus comunitários, pontos de memória, iniciativas de museologia social e espaços de preservação vinculados às comunidades locais. É justamente essa diversidade que estará no centro dos debates do MuCa 2026.

Ao discutir as múltiplas formas de preservar e transmitir memórias, o encontro propõe uma reflexão sobre como as casas, sejam elas museus, patrimônios tombados ou espaços comunitários, continuam sendo lugares privilegiados para compreender a cultura, a história e as transformações da vida brasileira.

O evento conta com apoio da Klabin e apoio institucional do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo de São Paulo, Museu Casa de Portinari e Museu Mariano Procópio.

Programação

Segunda-feira, 22 de junho

14h30 abertura do MuCa – 18º Encontro Brasileiro de Museus-Casas

14:35 Grupos nacionais do DEMHIST / DEMHIST Brasil

Paulo de Freitas Costa

Casa Museu Ema Klabin

Timna Seligman (vídeo)

DEMHIST

 

15h mesa 1 – Casas históricas e seus múltiplos usos

Débora Lima

Residência João Marino

Alice Colucci

Museu Mariano Procópio

Mediação

Beatriz Henriques

16h15 intervalo

16h45 mesa 2 – Comunicação de museus-casas

Marina Franco

Casa Museu Ema Klabin

Fluiz de Jesus

Museu Itamar Assumpção

Carolina Guastaferro

Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo de São Paulo

Mediação

Angelica Fabbri

ACAM Portinari

18h encerramento

Terça-feira, 23 de junho

14h30 mesa 3 – Comunidade e território

Nell Araújo

Casa das Histórias de Salvador

Maria Lúcia Santos do Nascimento Angelino

Museu Quilombola Gídeo Véio

Mediação

Clarice Pankararu

Museu das Culturas Indígenas

 

15h50 intervalo

 

16h20 mesa 4 – Deslocamento e acolhimento

Sandra Maria Teixeira

Museu das Remoções

Iran Giusti

Casa 1

Mediação

Benjamin Seroussi

Casa do Povo

 

17:50 Dinâmica de encerramento com nuvem de palavras

Serviço

MuCa 2026 – 18º Encontro Brasileiro de Museus-Casas

Tema: A memória das casas brasileiras

22 e 23 de junho de 2026

das 14h às 18h

online e gratuito

Transmissão ao vivo: Canal da Casa Museu Ema Klabin no YouTube (@CasaMuseuEmaKlabin)

https://emaklabin.org.br/em-cartaz/muca-2026xviii-encontro-brasileiro-de-museus-casas?doing_wp_cron=1780424679.3553559780120849609375

Sobre a Casa Museu Ema Klabin:

Casa Museu Ema Klabin. Fotos: Nelson kon

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

 

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e a memória de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

 

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.

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