ColunaMagali Carnot

Fragmentação vai prejudicar Morrinhos

A disputa por votos em Morrinhos caminha para um cenário que preocupa lideranças políticas do município: a pulverização do eleitorado pode impedir que a cidade eleja um representante próprio para a Assembleia Legislativa. Entre lideranças da cidade, a avaliação é de que as articulações conduzidas pelo ex-prefeito Maycllyn Carreiro acabaram contribuindo para dividir o capital político local em vez de concentrá-lo em um único projeto.

Embora tenha declarado apoio ao vereador Leandro Ventura, pré-candidato pelo Novo, Maycllyn, que é filiado ao PL, construiu uma engenharia política que distribui apoios para diferentes candidaturas para deputado estadual. Além de defender o nome de Leandro, abriu espaço para que vereadores de sua base eleitoral trabalhassem pelo já deputado Júlio Pina, Dennis Pereira e também pelo deputado e presidente da Alego, Bruno Peixoto. O movimento chama atenção por reunir candidatos de partidos distintos e por contrariar a lógica tradicional de concentração de forças em torno de um único nome competitivo.

O cenário fica ainda mais complexo porque o ex-prefeito Rogério Troncoso optou por não apoiar o deputado Joaquim Guilherme e lançou a esposa, Terezinha Amaral, na disputa. Com isso, Morrinhos passa a ter pelo menos três candidaturas locais dividindo o mesmo eleitorado. A projeção que circula entre lideranças aponta Leandro Ventura com cerca de 8 mil votos, Joaquim Guilherme com aproximadamente 12 mil e Terezinha Amaral na casa dos 10 mil. Ao mesmo tempo, outros candidatos de fora do município — como Júlio Pina, Magal, Kaio Sallin, Amauri Ribeiro, Virmondes Cruvinel, Weslley Santos e Antônio dos Correios — também disputam espaço e tendem a absorver uma parcela importante dos votos.

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