Desafios da arborização urbana frente à expansão imobiliária em Goiânia.

A Prefeitura de Goiânia não tem medido esforços no sentido de manter a cidade reconhecida por sua alta taxa de arborização, sendo a segunda capital mais arborizada do Brasil, conforme o Censo 2022,
Campo Grande (MS) é a capital brasileira mais arborizada.

Os desafios são grandes, a expansão imobiliária acelerada em Goiânia ameaça seu título de “Cidade Verde”, com a arborização urbana enfrentando desafios como podas inadequadas, falta de planejamento e infraestrutura deficiente.
Embora destaque-se na arborização nacional, o crescimento desordenado intensifica ilhas de calor e riscos de enchentes.
A urbanização rápida pressiona áreas verdes, com falhas na infraestrutura básica, como coleta de lixo irregular e alagamentos recorrentes.
Mas os desafios são muitos, podas excessivas ou tecnicamente incorretas também comprometem a saúde e o desenvolvimento das árvores.
A empresas prestadoras de serviços na área de energia e comunicação tem que trabalhar em sincronia com o Poder Público Municipal adequando com o plantio e manutenção de árvores causa conflitos com redes de serviços.
A redução de áreas verdes intensifica ilhas de calor, aumenta a poluição sonora/atmosférica e piora a saúde mental, além de aumentar o risco de inundações.
A Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA) de Goiânia atua, por orientação do Prefeito Sandro Mabel, na preservação, fiscalização e gestão ambiental, destacando-se o programa “Goiânia + Verde” para plantio de mudas nativas, manutenção de parques, monitoramento da qualidade do ar, licenciamento ambiental, gestão de áreas verdes e projetos de educação ambiental.
O Prefeito também está retomando o Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns ( PUAMA), um grande projeto que além de lazer será a grande reserva verde do município contribuindo para a drenagem urbana.
É meta da gestão o desenvolvimento dos chamados “Jardins de chuva”, um jardim de chuva é uma área paisagística rebaixada, com plantas nativas e solo preparado, projetada para captar, filtrar e absorver a água da chuva. Funciona como uma infraestrutura verde (ou “cidade esponja”) que retém o escoamento superficial, reduzindo alagamentos e recarregando o lençol freático, ao mesmo tempo que melhora a qualidade da água. Goiânia possui áreas como as do Projeto Cura , no setor sul, que podem ser excelente espaço para a realização desta ação ambiental, além de requalificar estas áreas com risco de abandono.
Muito há de se fazer.
Arquiteto Garibaldi Rizzo







