
Grupo ligado à Assembleia de Deus intensifica articulações para defender o nome do ex-senador Luiz do Carmo, enquanto definição da chapa governista segue em aberto
A escolha do candidato a vice-governador na chapa do governador Daniel Vilela (MDB) ganhou novos desdobramentos nos bastidores da política goiana. Lideranças do segmento evangélico intensificaram a mobilização em favor do ex-senador Luiz do Carmo (PSD), apontado como um dos principais cotados para compor a chapa majoritária da base governista.
Segundo interlocutores ouvidos pelo Jornal Opção, a movimentação ganhou força após informações de bastidores indicarem que o ex-secretário Adriano da Rocha Lima teria avançado nas negociações para ocupar a vaga de vice. A possibilidade provocou reação de líderes da Assembleia de Deus, que passaram a defender publicamente a indicação de Luiz do Carmo.
Entre os apoiadores do ex-senador estão o pastor Josué Gouveia e o bispo Oídes José do Carmo, irmão de Luiz do Carmo. O grupo avalia que a presença do ex-senador na chapa ampliaria o diálogo com o eleitorado evangélico, um dos segmentos de maior peso nas eleições em Goiás.
A articulação também repercute entre partidos aliados. O Podemos, por exemplo, adiou a definição sobre o apoio à chapa majoritária e aguarda o anúncio oficial do vice antes de formalizar seu posicionamento. A legenda é comandada em Goiás pelo deputado federal Glaustin da Fokus, aliado de lideranças da Assembleia de Deus.
Apesar da pressão, a definição permanece sob responsabilidade das principais lideranças da base governista. Nos bastidores, além de Luiz do Carmo e Adriano da Rocha Lima, outros nomes chegaram a ser cogitados ao longo das negociações, mas o grupo mantém discrição sobre a escolha final.
Neste domingo (2), o Jornal Opção publicou uma nova informação afirmando que Adriano da Rocha Lima teria sido escolhido por Daniel Vilela e pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) para compor a chapa. A mesma publicação ressalta, entretanto, que lideranças evangélicas e setores do MDB continuam trabalhando para reverter a decisão e sustentar a candidatura de Luiz do Carmo, indicando que as articulações políticas ainda não estão completamente encerradas.






