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Vice de 2026 vira peça-chave no tabuleiro político e Luiz do Carmo se movimenta nos bastidores

A disputa pelo Palácio das Esmeraldas em 2026 começa a ganhar contornos mais claros — e a vaga de vice já se tornou uma das posições mais cobiçadas do jogo. Nos bastidores, o ex-senador Luiz Carlos do Carmo (Podemos) avança em conversas para se viabilizar como possível companheiro de chapa de Daniel Vilela (MDB), que desponta como nome natural da base governista para a sucessão estadual.

Mais do que discutir 2026, Luiz do Carmo joga o olhar para além do próximo pleito. Em sinal claro de alinhamento ao grupo político que hoje comanda o estado, ele afirma que não pretende ser obstáculo a um eventual projeto de retorno de Ronaldo Caiado ao governo em 2030, caso esse movimento venha a se consolidar nos próximos anos.

A leitura dentro do grupo governista é de que a definição da vice de Daniel precisa considerar variáveis que vão muito além da próxima eleição. O futuro político de Caiado, que pode passar por um projeto nacional antes de qualquer retorno ao cenário estadual, é tratado como um dos principais fatores de peso nessa equação.

Nesse contexto, Luiz do Carmo tenta construir sua imagem como um nome de confiança, que não gere ruídos internos e ajude a manter a unidade da base a médio e longo prazo. Seu discurso, nos bastidores, tem sido o da “continuidade do projeto”, evitando qualquer sinal de disputa interna precoce.

Além da costura política, pesa a favor do ex-senador sua ligação direta com o eleitorado evangélico. Irmão do bispo Oídes do Carmo, uma das principais lideranças da Assembleia de Deus Ministério de Campinas, ele se apresenta como um canal direto com um segmento que tem crescido em influência nas eleições goianas.

A presença desse grupo religioso no centro das articulações não é trivial. Em cenários eleitorais recentes, o voto evangélico tem mostrado capacidade de influenciar resultados em cidades estratégicas e em regiões onde a disputa costuma ser mais apertada.

Do lado dos partidos, o movimento também tem impacto direto nas alianças. Luiz do Carmo hoje está no Podemos, enquanto Daniel é uma das principais lideranças do MDB em Goiás. Uma eventual composição exigiria ajustes partidários e uma engenharia política delicada para acomodar interesses regionais e projetos futuros.

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