70 anos de Israel recebe homenagem no Congresso

17 de maio de 2018
Sessão solene contou com a presença de várias lideranças políticas e religiosas

A Câmara dos Deputados realizou na manhã desta quinta-feira (17), uma sessão solene em homenagem aos 70 anos de Israel. Com a presença de diversas autoridades política e religiosas, o evento mostrou o desejo de estreitamento na relação dos dois países.

Promovida pela Frente Parlamentar Evangélica, a sessão, que se estendeu por duas horas, teve discursos de parlamentares como Roberto de Lucena (Pode/SP), Sóstenes Cavalcante (DEM/RJ), Marco Feliciano (Pode/SP), João Campos (PRB/GO) e Jony Marcos (PRB/SE). Os parlamentares presentes disseram que estão se esforçando para que o Brasil siga os passos de países como os EUA, a Guatemala e o Paraguai e mude sua embaixada para Jerusalém, reconhecendo-a como a legítima capital de Israel.

Deputado Federal e presidenciável, Jair Bolsonaro,  esteve presente e declarou seu respeito novamente por Israel

O embaixador israelense, Yossi Shelley, lembrou a atuação decisiva do chanceler Osvaldo Aranha na sessão da ONU que permitiu o surgimento do Estado de Israel moderno. Destacou que já existe uma série de programas de colaboração de Israel com diferentes estados brasileiros, em questões de segurança, agricultura e manejo de recursos hídricos.

Shelley lamentou a maneira como a imprensa muitas vezes retrata Israel, tratando-o como “um monstro que mata pessoas” e não mostra as ameaças constantes de lideranças palestinas e de países como o Irã, que pedem a destruição do Estado judeu.

O assunto também foi tratado pelo deputado Takyama (PSC/PR), presidente da bancada, que inicialmente citou passagens bíblicas para asseverar: “a maioria dos brasileiros tem apreço a Israel, onde viveu, morreu e ressuscitou o nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, temos sim uma ligação espiritual com essa nação”.

Durante seu discurso, foi enfático: “O que temos testemunhado junto à Fronteira com Faixa de Gaza é lamentável. Ninguém se alegra com a morte e com a guerra, mas é inegável que o exército israelense tem o direito de defender suas fronteiras. Quem quer a paz, depõe as armas”.

O pastor Paulo de Tarso Fernandes, representando o Conselho Apostólico Brasileiro (CAB), disse que ficou feliz em ver “vários deputados da Bancada Evangélica, junto com líderes de diversos segmentos cristãos e judeus que ali estivera defenderem o reconhecimento de Jerusalém como capital indivisível do Estado de Israel e a mudança da nossa embaixada para lá”. Enfatizou também que esse movimento vem crescendo, sendo apoiada pelo CAB e por várias denominações evangélicas e tenta fazer o pedido chegar ao presidente Temer. Ressaltou ainda que, “como brasileiro quero ver o Brasil arrolado como uma das nações bem-aventuradas de Mateus 25: 31-46, que serão julgadas pela maneira que trataram a nação de Israel”.

O Diretor de Relações Institucionais da Associação Sionista Brasil-Israel, Rubens Gold, afirmou que que “para todos nós [os judeus] é uma grande comemoração os 70 anos de Israel em função da histórica luta do povo hebreu para sobreviver e ter o seu Estado”. Ele considera essa uma sessão importante na Câmara, que reforça os laços de amizade dos dois países e também mostra a importância da união de judeus e cristãos.