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“Tarifaço vai destruir quem alimenta o Brasil”, afirma Caiado

Pré-candidato à Presidência afirma que governo federal e adversários falharam na defesa do agronegócio diante de medidas comerciais adotadas por Estados Unidos, China e União Europeia.

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a criticar a condução da política externa e comercial do país ao comentar as barreiras impostas a produtos brasileiros no mercado internacional. Em publicação nas redes sociais, o pessedista direcionou críticas tanto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Na mensagem, Caiado afirmou que o agronegócio brasileiro tem sido prejudicado por sucessivas medidas adotadas por parceiros comerciais e acusou o governo federal de não apresentar uma reação efetiva diante do cenário.

Além da proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, Caiado citou a tarifa de 55% imposta pela China sobre carnes importadas e as restrições anunciadas pela União Europeia para produtos de origem animal brasileiros.

Segundo o ex-governador, faltou uma resposta firme do governo às medidas que atingem o setor agropecuário.

As críticas também alcançaram Flávio Bolsonaro. Caiado afirmou que o senador defendeu apenas o adiamento da entrada em vigor das tarifas propostas pelos Estados Unidos, em vez de buscar a retirada definitiva da medida.

“Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto”, escreveu Caiado em sua publicação.

O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, encaminhou documento às autoridades comerciais norte-americanas defendendo a suspensão da implementação das tarifas e a abertura de negociações após o período eleitoral.

O debate ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais envolvendo o Brasil. Além das medidas anunciadas pelos Estados Unidos, a China implementou novas tarifas sobre carnes importadas no início do ano, enquanto a União Europeia decidiu restringir a entrada de determinados produtos de origem animal brasileiros por exigências sanitárias.

A discussão sobre o impacto dessas barreiras comerciais deve ganhar espaço na corrida presidencial, especialmente diante da importância do agronegócio para a economia brasileira e para a pauta de exportações do país.

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